Carta do leitor: Preços doutro planeta em Luanda

Caros jornalistas, obrigado pela oportunidade que me dão no OPAÍS, um título com boas referências. Sou natural de Luanda, nasci no Rangel, actualmente vivo no Mártires de Kifangondo, na rua 16, distrito da Maianga. Aminha “mukanda” hoje é dirigida aos proprietários e aos gerentes de restaurantes. Sempre que me dirijo a um restaurante sozinho ou com os amigos para almoçar ou jantar, há uma questão que me tem preocupado muito.

O preço dos sumos. Um copo de sumo natural de múkua, de limão, de laranja ou de manga chega a custar 500 ou 2000 mil Kwanzas. Isto varia de restaurante para restaurante. Deste modo, tenho questionado o seguinte: Se a fruta é nacional, apesar de existirem outros custos, é necessário o preço ultrapassar os 500 Kwanzas? Gostaria que um gerente ou proprietário viesse publicamente explicar, com novas teorias, as razões.

Penso que seria mais sensato estas “casas” praticarem preços justos e não “roubarem” o último tostão do cidadão. Apesar de exisitr estratificação em qualquer sociedade, é ponto assente que em Luanda os preços são de outro planeta. Assim, quem está em condições de regular o sector, uma vez que isto até inibe e nem estimula o turismo interno? Por este facto, só tomo sumo natural em casa. No restaurante tenho outras opções.

Por: Fredrico de Oliveira,  Mártires