Estar bem dá boa imagem

O jornal OPAÍS publicou ontem uma matéria da BBC sobre como tornar um país numa marca. O assunto é interessante. Como elemento de análise, a matéria tem o Chile, um país que transitou de uma ditadura para a democracia e tem sido bem referenciado no mundo, social e economicamente. Ao contrário, é apontado o exemplo do Brasil, país cuja imagem externa tem vindo a deteriorar-se nos últimos dez anos.

Por: José Kaliengue

A violência quase geral , a corrupção e o triste espectáculo dos deputados no parlamento brasileiro na votação para a destituição da Presidente Dilma Rousseff podem ser bons motivos para um “pernas para o que vos quero” de quem quer que seja. O país já não atrai como antes, nem com o futebol e nem com o Carnaval. Começa a ser tido como um país a evitar.

Angola principia a reversão da percepção que os estrangeiros têm de si, o discurso de João Lourenço, Presidente novo, ajuda. Se a nossa imagem era a da corrupção, da falta de seriedade e da falta de transparência e de liberdades, João Lourenço acertou na fórmula para que os outros nos percebam de outra forma. Mas não basta. É preciso mudar mesmo, é preciso seriedade e competência. E é preciso dar uma vida aos angolanos que permita a cada um ser um promotor do país.

E os nossos “queixinhas”, lá fora, devem também agora vender uma imagem diferente de Angola, porque são angolanos e porque a má imagem não os poupa. Os políticos que acertem o discurso e a prática e que nos permitam, ao povo, sentir e passar uma boa imagem para nós e para os outros. Isto é mais valioso do que pagar milhões em anúncios nas cadeias internacionais. É caso para se dizer que a boa imagem sente-se.