Parceria entre empresas é base da diversificação económica defende PM português

António Costa referiu que a visita a Angola é positiva pelo facto de ter concretizado todos os objectivos da sua viagem, com destaque para a transmissão de uma mensagem clara e de confiança a todos os agentes económicos e o futuro das relações entre os dois países

Texto de: Borges Figueira

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu nesta Terça- fei ra,18,em Luanda, que as parcerias entre as empresas portuguesas e o governo angolano tem como objectivo diversificar a base económica de Angola. O governante luso, fez estas declarações no final de uma visita guiada às instalações da fábrica da Angonabeiro, na Mulemba, município de Cacuaco, unidade produtora do café Ginga, de origem nacional, onde acompanhou o processo de armazenamento do café verde comercial proveniente das províncias do Cuanza-Sul, Malanje e Uíge, bem como o processo de torragem e embalamento.

“O café de Angola já tive, tenho o prazer de experimentar várias vezes, porque é muito comercializado em Portugal, mas este é um exemplo de como as empresas podem formar parceria com o governo de Angola neste objectivo de diversificar a base económica de Angola”, disse. Segundo António Costa, a visita de dois dias Angola é positiva pelo facto de ter concretizado todos os objectivos da sua viagem com destaque para a transmissão de uma mensagem clara e de confiança a todos os agentes económicos, sobre o futuro das relações entre os dois paises, assim como a assinaturas e vários instrumentos, além das garantias deixadas pelo ministro angolano das Finanças às empresas portuguesas, bem como o calendário de visita do Presidente da Republica de Angola a Portugal para o próximo mês de Novembro.

O administrador do grupo Angonabeiro, João Nabeiro, na ocasião informou que vai continuar a trabalhar e a investir no reforço do prestígio do café angolano e da alteração dos hábitos de consumo bem como nos esforços que têm dado frutos ao longo dos anos, reconhecendo a qualidade do café angolano e por isso é que o compromisso do grupo Nabeiro com Angola é de longo prazo.

“É fundamental recuperar as infra-estruturas e a investir em capital humano para reabilitar a cafeicultura no país, e expandir o negócio para horizontes muito mais abrangentes do que a mera comercialização de café para o grande público ”, disse. Sobre Angonabeiro A Angonabeiro é a empresa do Grupo Nabeiro que, desde 2000, actua no mercado angolano na área do comércio e da indústria, com as marcas de café Ginga e Delta, os produtos Adega Mayor e Agrodelta, a água Vimeiro e a cerveja Sagres. O Grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação com Angola, que remonta à época em que o país ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café. Quando Angola iniciou o seu processo de pacificação, em finais dos anos 90, a Delta Cafés foi convidada pelo Governo de Angola para colaborar na reabilitação e reactivação de uma antiga unidade industrial, com o objectivo de relançar a marca de café Ginga, com produção de café 100% angolano.

Inauguração da fábrica de café

A 25 de Maio de 2001, a fábrica da Estrada do Cacuaco é inaugurada, marcando a retoma da torrefacção do café e a recuperação da marca Ginga para o mercado angolano, permitindo a introdução da marca Delta em território nacional. A evolução sustentada do café Ginga espelha a forma como a marca tem vindo a intervir activamente no mercado, implementando mudanças e antecipando oportunidades, o que, certamente, contribuiu para a posição definitivamente consolidada da Angonabeiro no mercado Angolano, onde é hoje referência incontornável.