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Presidente do Irão responsabiliza separatistas árabes por atentado

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, acusou os separatistas árabes neste Domingo (23), sem citá-los directamente, de estarem por trás do atentado que deixou pelo menos 29 mortos numa parada militar no Sábado em Ahvaz, sudoeste do Irão

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado de Ahvaz, capital da província de Juzestão, de maioria árabe, mas parece que as autoridades iranianas não estão a levar a declaração à sério. “Não temos nenhuma dúvida sobre a identidade daqueles que fizeram isso, sobre o seu grupo e a sua afiliação”, declarou Rouhani à televisão estatal antes de partir para Nova Iorque, onde participará na Assembleia Geral da ONU.

Durante a guerra entre o Irão e o Iraque (1980-1988), “aqueles que causaram esta catástrofe [de Sábado] (…) apoiaram os agressores e cometeram crimes”, acrescentou Rouhani. “Quando [o ditador iraquiano] Saddam [Hussein) estava vivo, eles eram seus mercenários.

Depois, mudaram de amo, e um dos países do sul do Golfo Pérsico se encarregou de apoiá-los”, acrescentou o presidente iraniano, sem dar nomes. “Todos esses pequenos países mercenários que vemos na região são apoiados pelos Estados Unidos. São estimulados pelos americanos”, disse Rouhani.

Em meio às tensões, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Abas Araghchi, anunciou na sua conta no Instagram que o encarregado de negócios dos Emirados Árabes Unidos em Teerão seria convocado neste Domingo, devido às declarações de “autoridades desse país” sobre este ataque.

Já os Guardiães da Revolução, o Exército ideológico da República Islâmica, publicou neste Domingo um comunicado anunciando uma “vingança inesquecível” num futuro próximo. Reações No Sábado, o Ministério iraniano das Relações Exteriores anunciou que convocou três diplomatas europeus, representantes da Dinamarca, Reino Unido e Holanda, após o atentado.

Os embaixadores dinamarquês e holandês e o encarregado de negócios britânico foram cúmplices “dos fortes protestos do Irão diante do facto de os seus respectivos países abrigarem alguns membros do grupo terrorista que cometeu o ataque terrorista”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, citado pela agência Irna.

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