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Super quê?

Temos de definir o que queremos, se um Presidente João Lourenço super-star, ou se um Presidente João Lourenço super-homem. Eu prefiro, avanço já, um João Lourenço super-star, um homem com boas ideias, galvanizador e que ponha as instituições do Estado a trabalhar, respeitando a independência dos poderes, a comunicação social e as liberdades de imprensa e de expressão e também fomentando a iniciativa privada, principalmente dos pequenos negócios, que além de distribuírem rendimentos significam a independência individual e a dignidade do cidadão. Se assim, for, que se escrevam livros e se façam filmes e séries de televisão sobre o Presidente. Mas sei que há quem o prefira super- homem. Desconfio que os que o querem assim, na verdade querem- no vulnerável a uma criptonite qualquer. Já ouvi um ministro a citá-lo umas cinco vezes num só discurso (tipo “é ele quem o diz, não eu”, ou ainda, “faço-o em nome dele”), já vi gente a dizer que ele comanda o judiciário, que ele vai resolver todos os nossos problemas pela sua vontade. Também há quem fale já num terceiro mandato para completar a “limpeza”. A ideia de que não há país sem o Presidente apavora-me, já o tenho dito. Mas compreendo que haja quem não resista à tentação, só que no que isso pode dar é coisa que não está escondida, está à vista por todo o continente e na história.

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