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USD 2 mil milhões financiados pela China deve ser aplicado num sector rentável, defende economista

A China vai conceder ao país um novo financiamento, avaliado em USD 2 mil milhões. Na opinião do economista Alves da Rocha, o dinheiro deveria ser aplicado em sectores rentáveis tal como agricultura, saúde e educação.

O financiamento resulta de um acordo de facilitação rubricado entre o Banco de Desenvolvimento da China e o Ministério das Finanças de Angola, nessa Terça-feira, em Beijing, no quadro da visita de Estado do Presidente da República, João Lourenço, que termina hoje, Quarta- feira (10). Para o economista Manuel José Alves da Rocha, a China já concedeu vários financiamentos para Angola, porém, mais que uma nova linha de crédito, é preciso investir nos sectores com maior rentabilidade. Por outro lado, o Presidente da Republica está a negociar outros financiamentos e renegociar a dívida que Angola tem, em termos de prazos, taxas de juros e outras condições.

Disse ainda que as condições de financiamento da China não são conhecidas publicamente, portanto os USD 2 mil milhões devem estar inseridos nas negociações e numa nova linha de crédito de USD 11 mil milhões. Alves da Rocha acredita que depois de aplicar o dinheiro do financiamento há necessidade de saber durante quantos tempo é que o empreendimento vai gerar retornos económicos, este é o factor essencial das linhas de créditos e dívidas. “O Governo deve saber aonde investir o dinheiro.

Mais que um financiamento é saber como aplicar o dinheiro, de modo a obter retornos”, explica Em seu entender, além da construção de um centro administrativo, é importante apostar em habitações, reduzir o custo de transporte dos produtos agrícolas do campo para a cidade, investir na saúde e na educação. A China, considerado o maior financiador estrangeiro de infra- estruturas angolanas, disponibilizou a sua primeira linha de crédito a Angola em 2002. Estima-se que a dívida acumulada de Angola para com aquele país asiático tenha atingido, até ao ano em curso, USD 23 mil milhões, segundo dados das autoridades angolanas.

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