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Mais de 600 hectares para produção de arroz no Bié

A produção tem apoio técnico do Japão, é absorvida pela província e o excedente comercializado noutras regiões do país. Quatro municípios estão a produzir o arroz. O director provincial da Agricultura, Marcolino Rocha Sandemba, anunciou o interesse de empresários de Benguela na produção de trigo

Texto de: Miguel Kitari

localizada no planalto central do país, a província do Bié é região tradicional na produção de cereais. Com efeito, o cultivo de arroz aí ganha outro impulso. De acordo com o director provincial da Agricultura, mais de 600 hectares estão a ser utilizados na produção do cereal.

“Estimamos que os agricultores estejam a cultivar numa área de 400 hectares, e os familiares em mais de 200 hectares”, avançou, Marcolino Rocha Sandemba. A quantidade a ser colhida, segundo o responsável máximo da agricultura no Bié, pode variar. E muitos factores podem contribuir para isso. Sandemba referese às variedades.

Apesar disso diz que “ os camponeses colhem, em media, 3,5 toneladas. Os fazendeiros, um pouco mais”, disse. Na mesma ocasião, reconheceu ser necessário trabalhar num programa de extensão da zona de cultivo de arroz, processo que, à cautela, vai precisar de um trabalho aturado de mecanização agrícola e aquisição de sementes de qualidade. Em relação aos custos desta operação, Rocha Sandemba disse que será quantificada a seu tempo.

Os municípios de Camacupa, Cuemba, Catabola, Cuito (sede provincial) são os principais responsáveis pela produção de arroz na província do Bié. Apesar de não ser ainda em grande escala, a produção alimenta a província. “ A produção de arroz no Bié já é tradicional”, afirmou, Macolino Rocha Sandemba.

No sentido de capacitar os camponeses em algumas técnicas, o responsável avançou que existe um acordo de cooperação com uma fundação Japonesa, que consiste no apoio técnico aos camponeses no sentido de aumentarem a área de cultivo e qualidade do produto.

A produção, acautela o responsável, é apenas ligada à agricultura familiar. Apesar disso, sublinha, já tem havido excedente que é comercializado. “Temos que começar já a trabalhar na vertente industrial. Todavia, ainda não temos condições suficientes para fazer o descasque do arroz”, reconheceu, acrescentando que “o Governo local adquiriu, recentemente, cinco unidades para o efeito, cada uma delas para 500 quilogramas”, avançou.

De acordo com Marcolino Rocha Sandemba, as unidades serão distribuídas aos municípios  com maior índice de produção, como são os casos dos municípios de Camacupa, Cuemba, Catabola e do Cuito.

Fazenda entra na produção industrial Referiu que além dos agricultores familiares, a fazenda Rosal de Camacupa também se dedica à produção de arroz. O responsável da agricultura na província do Bié avança que a fazenda Rosal produz anualmente mais de 300 hectares.

Na fazenda, avançou, está a ser montada uma unidade de descasque. “Acreditamos que não será apenas para eles, mas para toda a comunidade vizinha e não só”, admitiu. A questão da capacitação passará também pela sinergia entre camponeses e empresários com mais recursos para comprar equipamentos.

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