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Porto do Namibe recebe investimento de USD 48 milhões

Após as obras de reabilitação, o Porto do Namibe poderá assumir-se como um pólo de desenvolvimento logístico da região Sul de Angola. Até ao momento foram investidos USD 48 milhões, segundo o presidente do conselho de administração, António Samuel.

O gestor do Porto do Namibe explicou que na primeira fase foram investidos 24 milhões de dólares norte-americanos e agora também estão a ser empregues mais 24, totalizando USD 48 milhões, que impulsionarão a actividade portuária. A segunda fase, que teve início em Junho último, termina em Agosto de 2019 e contempla a reabilitação total do cais com comprimento de 240 metros, que vai até ao Porto Pesqueiro, com uma profundidade de 3 metros. Construído em 1957,com as obras de reabilitação, o gestor disse que alguns trabalhos estão limitados,  estando nesta altura a própria concessionária japonesa “TOA” na responsabilidade de gerir todas operações portuárias, como atracagem dos navios, sem que se crie qualquer constrangimentos.

“Tão logo tenhamos as obras concluídas, teremos um porto mais seguro, melhorando deste modo as performances do ponto de vista de operacionalidade, reduzindo o tempo de permanência do navio e o movimento de descarga e outros serviços”, disse. Em termos de operacionalidade, disse que o movimento diminuiu de 10 para seis navios por mês, resultado da crise financeira que o país vive. “Podemos afirmar aqui que houve uma grande diminuição em termos de mobilidade por parte dos nossos importadores e a falta de divisas criou alguns constrangimentos em termos de funcionamento, sobretudo na performance de movimentação de cargas para o Porto do Namibe e esperamos que tal situação venha a melhorar, de forma a aumentarmos a produtividade“, acrescentou.

A primeira fase de reabilitação do Porto do Namibe, financiado igualmente pelo Japão, foi concluída em 2011 e visou a reabilitação de 240 metros de cais. Sobre o Porto Terminal Saco- Mar, referiu que este tem uso exclusivo da administração portuária, que anteriormente serviu como pólo de escoamento do minério para o exterior e hoje continua a servir para a descarga de combustível para toda a região sul do Pais. Esse terminal mineiro foi construído em 1967 e paralisou a sua actividade em 1975. Mas a intenção do Governo é recuperá-lo, através de acções já em curso da empresa Ferrangol, que procedeu a uma intervenção paleativa no sentido de continuar-se com a exportação do minério de ferro que estava há mais de 40 anos na área de jurisdição do cais mineraleiro, sendo o mesmo sido exportado como experiência. De lá para cá, os trabalhos paralisaram e neste momento, segundo o responsável, há a intenção do Governo angolano no sentido de recuperar a infra-estrutura, dada a sua maior importância no processo de exportação do minério de ferro a partir da Jamba, na província da Huila. “Alguns passos já foram dados sendo a empresa “ Toyota” contratada para fazer o estudo de viabilidade, para sua recuperação ou construir uma nova ponte cais”, concluiu.

 

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