Talvez não queiram clientes

Eu precisava mesmo de fazer compras lá para casa. Entrei num supermercado que fica a caminho do serviço, bem ao lado da Estrada de Camama. Aviei-me daquilo de que precisava e fui ao caixa para pagar. Sim, para pagar, não era de borla. Fiquei indignado com a forma como aquele supermercado trata os clientes. Quando estamos no caixa, um metro à frente temos um segurança. Parado. A olhar para nós, atento a cada movimento, de uma forma inquisidora. O desconforto para os clientes é obrigatório, é como se fôssemos todos ladrões, ou ao menos disso suspeitos. Hoje em dia já existem técnicas e mecanismos para se fazer uma vigilância ao mesmo tempo discreta e eficaz. Não é preciso ofender quem sustenta o negócio. Não tarda e ainda aquela casa volta aos tempos da verificação de facturas para conferir os itens que cada cliente leva, pagando. Esta é daquelas coisas a que os angolanos consumidores têm de aprender a dizer não aos donos desse tipo de lojas, ninguém os obrigou a abri-las. São pequenas coisas, aparentemente sem importância, que fazem a diferença e afastam as pessoas. Há muito negócio a falir não apenas por causa da conjuntura económica, mas também por causa da forma errada como certos empresários tratam os clientes e parceiros. Mas isto é básico para quem tem o mínimo de educação e tino para o negócio.

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