A associação Handeka exprimiu, em nota tornada pública, a sua “preocupação”em torno do que se tem publicado na imprensa quanto ao facto de imigrantes ilegais apanhados nas malhas da “Operação Transparência” estarem a exibir documentos de uso exclusivo para cidadãos nacionais.
A organização cívica “exige que a CNE (Comissão Nacional Eleitoral), o MAT (Ministério da Administração do Território), O MINJUS (Ministério da Justiça) e o MPLA façam uma exaustiva averiguação, pois é preciso provar que estes documentos não são verdadeiros, caso contrário, estas instituições perderão a sua credibilidade” e, consequentemente, ficam “provadas” as denúncias públicas, feitas em momentos anteriores, relativas à manutenção de fraude eleitoral.
A perspectiva de que os dois documentos mais importantes da cidadania, nomeadamente o Bilhete de Identidade e o Cartão de Eleitor, possam estar na mão de pessoas que não são angolanas é um crime grave que merece uma investigação urgente, eficaz e célere, reitera a organização em comunicado subscrito pela sua presidente, Alexandra de Victória Pereira Simeão. A organização afirma que é “confrangedor”, no que diz respeito ao cartão de militante do MPLA, “um partido que diz defender a legalidade outorgar cartões de militantes a estrangeiros quando a legislação angolana impede que os estrangeiros exerçam qualquer participação política/partidária”.
Para aquela organização cívica estas e outras situações “nubladas” têm trazido para o debate eleitoral a necessidade da avaliação da pertinência da CNE e das empresas que lhe prestam serviços, bem como da idoneidade e sentido patriótico do MAT. “Por todas as razões aqui espelhadas, consideramos como muito grave as denúncias que estão a ser feitas e exigimos que o MAT e a CNE esclareçam esta situação”, intima a organização a terminar a nota distribuída aos órgãos de imprensa.













