Segunda caravana de emigrantes avança pelo México em direcção aos EUA

Uma segunda caravana de emigrantes centro-americanos que tenta chegar aos Estados Unidos passou ilegalmente na Segunda-feira (29) pela fronteira entre Guatemala e México cruzando o rio Suchiate e estava nesta Terça (30) na região de Tapachula, no estado de Chiapas.

Os emigrantes de El Salvador, Guatemala e Honduras chegaram no início da noite a Tapachula, ao final de um percurso de 25 km. O grupo é formado por cerca de 2 mil pessoas e partiu de Frontera Hidalgo após descansar e secar a roupa molhada na travessia do Suchiate, rio que separa o México da Guatemala. Na Segunda-feira, mulheres, crianças e homens lançaramse em massa nas águas do rio diante da negativa das autoridades mexicanas de abrir a fronteira terrestre.

A passagem de fronteira está vigiada pelo Instituto Nacional de Migração e a Polícia Federal sobrevoa de helicóptero a região, enquanto a Marinha patrulha o rio. Uma vez no território mexicano, os emigrantes rejeitaram a proposta de regularização migratória e o programa do governo do México que oferece emprego temporário, serviços de Saúde e escola para os seus filhos, optando por seguir em direcção aos Estados Unidos. Enquanto isto, a primeira caravana de emigrantes, composta principalmente por hondurenhos, chegou nesta Terça-feira à cidade de Juchitán, no estado mexicano de Oaxaca, após partir de madrugada de Niltepec.

Os migrantes foram alojados na rodoviária de Juchitán, onde ainda é possível ver os danos do terremoto de 8,2 graus ocorrido em 7 de setembro de 2017. Líderes dos migrantes e defensores dos direitos humanos mexicanos exigem a disponibilização de autocarros para levar os estrangeiros mais rapidamente à Cidade do México, onde solicitarão um documento que lhes permitirá o livre trânsito pelo país, inclusive para chegar à fronteira com os Estados Unidos. A caravana segue em frente, apesar das novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que na Segunda- feira chamou o movimento de “invasão” do seu país. Trump escreveu no Twitter que na caravana há membros de quadrilhas e ameaçou não permitir a entrada dos emigrantes nos Estados Unidos, para o qual ordenou um reforço militar da fronteira.