Camama, Mulemba e Santana são os cemitérios mais vandalizados

Em saudação ao dia dos finados que se comemora hoje, sem o registo de números exactos, dados do Departamento de Cemitérios e Morgues do Governo Provincial de Luanda apontam para a existência de grupos de cidadãos detidos e que aguardam julgamento por estarem envolvidos na vandalização dos campos santos.

Os cemitérios de Camama, Mulemba e Santana são os que mais registam casos de vandalismos, revelou ontem a OPAIS o chefe de Departamento de Cemitérios e Morgues do Governo Provincial de Luanda (GPL), Filipe Mahapi Segundo o responsável, actualmente, existem grupos de cidadãos detidos e a aguardarem julgamento por estarem envolvidos na vandalização dos campos santos. Dentre estes cidadãos constam inclusive três guardas que seguem detidos por terem roubado cabos eléctricos, acessórios fúnebres e destruido campas dentro dos cemitérios.

O responsável, que falava a este diário em saudação ao dia dos finados que se comemora hoje, fez saber que, anteriormente, os cemitérios das zonas periféricas eram os mais vandalizados. Actualmente, os “vândalos” tem preferido os campos santos das zonas urbanas por estes albergarem campas com acessórios fúnebres de luxo, o que tem despertado as suas atenções. “Ainda é prática as nossas famílias enterrarem os seus mortos com algum luxo, sobretudo nos cemitérios das zonas urbanas.

E as pessoas do mal aproveitam-se disso para vandalizarem as nossas infra-estruturas, o que que é muito mau”, lamentou. No entanto, de forma a travar os frequentes casos de vandalização, Filipe Mahapi fez saber que o órgão que dirige tem trabalhado com os efectivos da Polícia Nacional de forma a neutralizar as pessoas que insistem na prática. “A actuação da Polícia bem como o papel das igrejas e das famílias tem permitido que vamos registando uma redução de casos. A ideia é continuarmos a trabalhar de forma coordenada para repor a legalidade nos campos santos”.

Relativamente às pessoas que insistem em vender à porta dos cemitérios, o responsável deu a conhecer que estas estão com os “dias contados”, porque dentro dos objectivos da “Operação Resgate” existem acções coordenadas que prevêem “travar” com esta prática que, conforme notou, atenta contra os princípios da boa convivência dento de um local de respeito e de consternação como são os cemitérios. “Não podemos continuar a permitir que os nossos cemitérios sejam transformados em praças. É preciso travar com este mal. E temos indicações que nos próximos dias teremos um reforço policial de forma a acabar com este tipo de situação”, notou. De referir que a província de Luanda conta com sete cemitérios oficiais nomeadamente Santana, Alto das Cruzes, Benfica, Mulemba, Camama, Municipal de Viana e Funda.