Carta do leitor: Ainda a Operação Resgate

Caro Comissário Chefe Paulo de Almeida Aproveito as páginas deste jornal para lhe apresentar algumas preocupações, sobretudo depois do lançamento da Operação Resgate que terá início no próximo dia 6 deste mês.

POR: Puiula de Almeida

Concordamos que muitas situações tinham que ser combatidas, algumas das quais alheias ao nosso ‘modu vivendi’, mas que nos chegaram por influência de cidadãos de outros países, alguns irmãos e vizinhos, mas outras práticas são-nos seculares por até mesmo as nossas avós gingavam por Luanda, Benguela e noutros pontos do país com os seus balaios à cabeça. Beber a kissângua no musseque ou comer a canjika numa taberna ao lado de casa nunca foi uma prática que feriu os nossos costumes e muito menos passar-se pelo Prenda e noutros pontos para se degustar um bom bombo frito, assado ou banana com ginguba. Até mesmo altos oficiais da Polícia Nacional também paravam os seus carros para degustarem alguns destes produtos com que se alimentavam ainda com tenra idade, numa fase em que as bangas das mascotes de ouro e os altos carrões não faziam parte das duas vidas. Há quem diga que o clamor do povo é o clamor de Deus. Claro que condenamos a venda em qualquer lugar, como dr nas pedonais, nas estradas e noutros pontos da nossa cidade, tornando-a num autêntico gueto apesar do esmero em alguns sentidos. Ainda temos dois dias para que a operação comece. Por favor, não se deixe levar pela euforia existente, até porque durante o período em que a balbúrdia se apossou da nossa urbe e de outras partes do país, o senhor já era um alto responsável da corporação. Converse com os efectivos e puna se necessário. Não se pode permitir que os mais pobres sejam uma vez mais empobrecidos e roubados por aqueles que deveriam, à partida, protegê-los.