Análise Diária: A dívida pública deverá atingir 80,5% do Pib, em 2018, de acordo estimativas do FMI

A dívida pública deverá atingir 80,5% do PIB, em 2018, de acordo estimativas do FMI. O incremento do stock da dívida em 15,5 p.p. face a 2017 poderá reflectir o aumento do endividamento registado em 2018, com efeitos sobre a evolução do défice público e no aumento das taxas de juro do crédito às famílias e empresas para 2019.

Destaca-se que o Orçamento Geral de Estado para 2019 prevê reserva 48% do total das receitas para o cumprimento do serviço da dívida. As receitas petrolíferas arrecadadas durante o terceiro trimestre de 2018 atingiram 9,8 mil milhões USD. Durante o período em análise, as exportações e o preço médio fixaramse em 130,5 milhões de barris e 74,90 USD/barril, respectivamente.

O aumento do preço, acima do previsto do OGE, poderá contribuir para o melhoramento da arrecadação de receitas, com reflexos sobre a execução de projectos estruturantes para a melhoria da qualidade de vida das famílias. A oferta de moeda, medida pelo agregado monetário M2, aumentou 2,7% em Setembro.

O incremento face ao mês anterior reflecte a evolução positiva dos depósitos em moeda estrangeira, cerca de 9% no período em referência, como resultado da maior actratividade destes produtos em virtude da desvalorização cambial e redução das taxas de juro dos depósitos em moeda nacional. As operações de cedência de liquidez no mercado interbancário reduziram 24% em Setembro face ao mês anterior.

O montante transaccionado situou-se em 794,55 mil milhões AOA e poderá reflectir a reduzida liquidez no sistema bancário com impacto sobre a concessão de crédito às famílias e empresas e a evolução das taxas de juro associadas. Destaca-se que o montante transaccionado é o menos nos últimos dois meses.

Espaço Internacional EUA O crescimento económico referente ao terceiro trimestre desacelerou 0,7 p.p. face ao período anterior. O aumento em 3,5% poderá reflectir os incrementos das taxas de juro de referência, tal como as incertezas resultantes das tensões comerciais. O aumento do PIB real refletiu contribuições positivas dos gastos de consumo, investimento em stock, gastos públicos e investimentos fixos não residenciais que foram parcialmente compensados por contribuições negativas de exportações e investimentos fixos residenciais.

A desaceleração da economia norte-americana poderá condicionar as importações, proximamente, com efeito sobre a economia mundial, e nas exportações de Angola.

Zona Euro

O crescimento económico referente ao terceiro trimestre desacelerou 0,5 p.p. face ao período anterior. O crescimento em 1,7%, representa o menor nível desde o quarto trimestre de 2014 e poderá reflectir os constrangimentos pontuais na industrial de automóveis da Alemanha, aliada a estagção da terceira maior economia do bloco, a Itália, que está abraços com a incerteza sobre o orçamento para 2019. O desempenho da economia da Zona Euro poderá influenciar a economia mundial com efeitos sobre às exportações de Angola.

África do Sul

A balança comercial referente ao mês de Setembro apurou um défice de 2,95 mil milhões ZAR. O resultado representa uma deterioração face ao superavit apurado no mês anterior de 8,77 mil milhões ZAR e reflecte a redução nas exportações em 2,6% e aumento das importações em 8%. O desempenho poderá contribuir para a depreciação do Rand com efeitos nas economias da África Austral e nas importações de Angola