Sentença do antigo director do SIC/Huíla será conhecida no dia 15 deste mês

Depois de três audiências em que foram apresentadas as provas materiais dos crimes de que são acusados cinco réus envolvidos no mediático caso de desvio de combustíveis, o Tribunal Provincial da Huíla marcou para o dia 15 (Sexta-feira) a leitura da sentença. Entre os cinco réus está o antigo director provincial do Serviço de Investigação Criminal, Alberto Amadeu Gonçalves Suana, acusado de ter cometido o crime de peculato.

POR: João Katombela, na Huíla

Segundo o despacho de pronúncia do Ministério Público na província da Huíla, com o Nº734/2018- C, Amadeu Suana terá orientado a descarga de cerca de 35 mil litros de gasóleo no tanque da empresa GALIANGOL, dos quais 11 mil litros foram consumidos por esta empresa. Pela prática deste crime, revelado durante a leitura das alegações finais decorrida no dia 19 de Outubro, o Ministério Público requereu ao Tribunal Provincial da Huíla a confirmação da acusação ao oficial superior da Polícia Nacional de 61 anos de idade.

Amadeu Suana negou tudo o que foi produzido durante a fase de instrução preparatória do processo, tendo respondido que em momento algum ordenou a venda do combustível, muito menos a divisão do correspondente valor monetário. “Estou a ser acusado por um crime que não cometi, não vendi, não mandei vender o combustível, não recebi dinheiro e tão pouco devolvi dinheiro, tal como veio da acusação e da pronúncia! Humildemente eu recebo esta acusação” disse. No entanto, a advogada do antigo director do SIC, Alexandrina Domingos, disse haver algumas irregularidades em alguns elementos de prova produzidos em sede do julgamento.

“Tivemos que levantar algumas questões que foram discutidas em sede do julgamento e vamos esperar o dia 15 para a sentença”, disse. Entretanto, o Tribunal Provincial da Huíla, através de um comunicado de imprensa distribuídos aos órgãos de comunicação social, faz saber que a leitura da sentença para os cinco réus será na próxima Sexta- feira. A par de Amadeu Suana, estão arrolados no mesmo processo outros quatro cidadãos nacionais, nomeadamente Francisco Gil Baptista Alves, Américo Tomas Manuel Nobre, Arão Manino Elias e Andreia Gizela dos Santos França, acusados do crime de abuso de confiança.