Maus gestores de centros de formação podem ser responsabilizados

A qualidade do sistema nacional de formação de quadros em curso no país exige o engajamento e o empenho dos responsáveis das infra-estruturas formativas, segundo defendeu o director do INEFOP, Manuel Mbangui

Texto de: Domingos Bento

Os responsáveis de centros de formação profissional públicos que enveredarem para práticas erradas durante o exercício das suas funções podem ser responsabilizados, alertou o director do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Manuel Mbangui.

O responsável, que falava durante o seminário de capacitação dos directores de centro de formação de Luanda, fez saber que, para os próximos tempos, o Governo, por via do INEFOP, pretende dar uma maior dinâmica ao sistema nacional de formação profissional. Para o efeito, afirmou, é necessário o engajamento e o empenho dos responsáveis das infra-estruturas vocacionadas para a formação de centenas de jovens angolanos.

Ao todo, o país conta com 143 unidades de formação profissional que, juntas, têm aumentado a capacidade formativa do sistema nacional de formação profissional para cerca de 50 mil formandos/ ano. Segundo Manuel Mbangui, dentro das estratégias do plano nacional de formação de quadros, o Estado vai continuar a apostar no apetrechamento e na recuperação dos centros de formação degradados.

Porém, para o êxito das acções, o director do INEFOP disse ser necessário que os gestores dos centros de formação espalhados pelo país saibam gerir os equipamentos postos à sua disposição e gerir da melhor forma os recursos humanos e materiais, com base na responsabilidade, disciplina, comprometimento e conhecimento.

Neste sentido, Manuel Mbangui deu a conhecer que o Centro Nacional de Formação de Formadores (CENFFOR) está a desenvolver um plano de formação dos gestores e responsáveis de centros e pavilhões de artes e ofícios de forma a acrescentar maior conhecimento aos mesmos. Em Luanda, conforme fez saber, foram já formados um total de 23 reesposáveis nas mais diversas disciplinas.

No entanto, Manuel Mbangui avançou que acções semelhantes vão acontecer noutras províncias e prevê-se que, antes do arranque do próximo ciclo formativo, todos os directores de centro recebam a formação para a melhoria da qualidade do sistema nacional de formação de quadros.

“Se os directores dos centros estiverem devidamente capacitados e formados, vão poder, igualmente, gerir da melhor forma os recursos humanos e materiais sob sua tutela e, naturalmente, teremos um sistema nacional de formação de quadros com a qualidade que se pretende”, defendeu.

A fonte deu a conhecer ainda que a sua instituição, na qualidade de órgão gestor do sistema de formação, vai prosseguir com a capacitação dos formadores e directores de centros e a melhorar as condições para o exercício condigno da actividade formativa. “Precisamos de melhorar os equipamentos, assegurando os consumíveis indispensáveis à formação. Precisamos também de prestar atenção à redefinição curricular de alguns cursos que leccionamos”, finalizou.