Sonangol com nova Reestruturação

A empresa petrolífera Sonangol vai contar com nova reestruturação nos próximos tempos. O lançamento oficial do programa acontece na Quinta-feira, dia 15, do mês em curso, fez saber o ministro dos Petróleos e Recursos Minerais, Diamantino Azevedo, durante o lançamento do projecto Kaombo, ontem, Sábado, dia 10, no Palmeiras Clube

Texto de: Patrícia de Oliveira

O programa Regeneração da Sonangol tem como principal foco ressaltar as actividades de exploração, produção, refinação, petroquímica, distribuição em toda a cadeia de valores. Segundo o titular da pasta dos Petróleos e Recursos Minerais, foi aprovado pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, o programa de reestruturação da Sonangol, que será oficialmente lançado no dia 15 do mês em curso. O novo programa tem, como se prevê, de criar condições para que a empresa se dedique ao seu negócio principal. Outro foco tem a ver com a reorganização do sector público, no sentido de diminuir a presença do Estado no sector económico.

“A Regeneração da Sonangol vai permitir ajustes, no intuito de enquadrar as alterações que estão a ser efectuadas no sector do petróleo”, explica o responsável. Por sua vez, o PCA da Sonangol, Carlos Saturnino, referiu que no lançamento do programa de Regeneração da Sonangol será feito um balanço do funcionamento da empresa, de 2016 até à presente data e as perspectivas para os próximos anos.

Questionado se a Regeneração da Sonangol irá implicar despedimentos respondeu negativamente, acrescentando que o programa tem como meta criar estratégias, funções organizacionais e o foco na actividade de Petróleo e Gaz. O Governo tomou a decisão de ter um novo modelo de organização no sector petrolífero, deste modo, a parte da concessionária deixará de fazer parte da Sonangol e os trabalhadores serão transferidos para a agência e, por essa razão, será feito um trabalho de Reorganização da Sonangol. Por outro lado, há necessidade de reduzir o grupo Sonangol no que diz respeito às actividades, Por esse motivo, foi entregue uma lista com mais de 50 empresas ao Governo, numa primeira fase, activos que serão alienados nos próximos tempos, tão-logo a lei de privatização e os trabalhos estejam concluídos.

No que diz respeito às receitas arrecadadas, Carlos Saturnino referiu que ainda é prematuro definir valores, pois serão feitas avaliações por empresas especializadas de activos por activos, depois serão anunciadas por empresas próprias para o efeito. “Várias entidades estão interessadas nas licitações ou seja em criar activos específicos, porém, é preciso obedecer ao regulamento de privatização até à fase de conclusão”, salienta.

 

 

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