O amor faz mal

Ponto prévio: não acredito no que diz o título deste artigo, entendemo-nos. Mas tem um propósito e uma explicação. Melhor ainda, tem uma razão, um porquê, ou um culpado, se quisermos. E a culpa é da empresa de sondagens One- Poll, que entrevistou duas mil pessoas e concluiu que três em cada quatro pessoas engordaram, em média, 16 quilos desde que começaram uma relação amorosa, e metade desse peso só no primeiro ano. Ou seja, começa-se com os beijinhos e um ano depois, oito quilos encima! É obra. Os estudos anteriores diziam que beijar gasta calorias. E fico-me só pelos beijos. Os homens, é fácil de adivinhar, são quem mais engorda: “engatei, me safei, venha a gasosa, a cerveja, a comida processada, o sofá e o jogo na televisão”. Portanto, quer manter-se nos trinques e em forma? Mantenha-se solteiro. Ou solteira. Não ame, por favor! Ou ame alguém que não lhe corresponda. Aí é só emagrecer mesmo. Curiosamente, com os governos acontece o mesmo, se lhes damos maioria relativa, é vê-los em permanentes exercícios de equilíbrio, corridas para todos os lados e dieta nos gastos. Se lhes mostramos que os amamos bué e lhes damos maioria absoluta ou qualificada, desgraça, gastos são gastos, gordura é gordura, tipo homens mesmo, mas aqui, nós, o povo, emagrecemos. Sabemos bem disso. E mais não digo, para não ser demasiado brejeiro. Mas o amor faz bem quando o inventamos todos os dias, cada amanhecer deve trazer paixão pela pessoa que mais queremos. Assim como aos governos faz bem o escrutínio diário, pela saúde do país.