Deputados da CASA desentendem-se publicamente

Durante a sessão plenária extraordinária, os deputados da coligação partidária CASA CE desentenderamse em relação à ordem de prioridades para intervenções no debate. André Mendes de Carvalho “Miau”, líder da bancada parlamentar, afirmou, na ocasião, que a prioridade para as intervenções deveria ser dada a apenas três deputados, pela seguinte ordem: ele, Alexandre Sebastião André e Makuta Nkondo.

“Se sobrar tempo, os demais”, referiu. Em protesto, Leonel Gomes reclamou que o uso da palavra para os deputados não deve ser determinado por uma pessoa, mas sim, referiu, segundo a ordem de inscrição. O deputado aproveitou a ocasião para desabafar aos seus colegas parlamentares estar a ser injustiçado na força política a que pertence, pois, há cinco anos consecutivos que não lhe-é permitido gozar férias.

“Isso tem implicações gravíssimas na vida da minha própria família, por causa da vontade de uma só pessoa”, lamentou. Por sua vez, Lindo Bernardo Tito solicitou os 10 minutos a que tem direito na sessão legislativa. “Minha maturidade política permite-me sempre, em momentos cruciais, chamar à minha consciência as questões passageiras”, disse.

O presidente da Assembleia Nacional interrompeu a troca de palavras entre os deputados e recomendou que resolvessem internamente os problemas que vivem na organização. A proposta discutida foi aprovada, ontem, com 124 votos e 50 abstenções. Os votos da CASA-CE estiveram divididos, oito deputados, entre os quais Lindo Bernardo Tito, votaram a favor da aprovação da Lei e os restantes abstiveram-se.

O deputado justificou o voto favorável por entender haver espaço para debater na especialidade e porque a lei vai ao encontro do que se defende na Casa das Leis.

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