Mónica de Miranda expõe “Panorama” na Galeria do Banco Económico

A mostra ficará patente até 25 de Janeiro de 2019 e reúne 33 retratos, vídeo e instalação, sendo a primeira individual da artista, exibida inicialmente em Londres, Inglaterra, e, assim, Luanda fecha o ciclo expositivo deste ano

Por: João Katombela, na Huíla

“Panorama” a mais recente exposição da artista Mónica de Miranda, será inaugurada Quarta-feira, 22, na Galeria do Banco Económico em Luanda, uma iniciativa do Banco Económico em parceria com a This is Not a White Cube (TINAWC). A mostra, com a curadoria de Paula Nascimento, reúne peças inéditas e engloba temáticas relacionadas com as geografias afectivas, poéticas, de pertença, e com os processos de construção da identidade.

Foi exibida muito recentemente em Londres, capital da Inglaterra, e, ao ser exibida em Luanda, fechará o ciclo expositivo deste ano. Angola é uma das geografias afectivas da artista e “Panorama” marca o seu regresso à paisagem urbana de Luanda, cujos resquícios do passado estão materializados no espaço arquitectónico – edifícios abandonados, reaproveitados, engolidos pela natureza ou transformados pelos processos de gentrificação – e que são testemunhos da história recente do País.

Paula Nascimento, a comissária da exposição, justifica que a colecção “Panorama” não é uma obra sobre arqueologia urbana, nem somente uma meditação sobre a presença dos passados coloniais em contextos pós-coloniais, ou sobre a memória individual versus memória colectiva.

Realça que as imagens não são um registo, uma vez que elas existem num espaço fronteiriço e transitório, para permitir uma reflexão mais ampla sobre as estratégias de formação das identidades individuais e colectivas. Percurso Artista, produtora, investigadora e educadora, Mónica de Miranda nasceu no Porto, em 1976. No seu trabalho a artista recorre a múltiplos meios de expressão, vídeo, fotografia, som, escultura e instalação.

O seu percurso académico iniciou- se com uma licenciatura em Artes Plásticas, na Camberwell College of Arts (Londres, 1998). Posteriormente realizou um Mestrado em Artes e Educação do Instituto de Educação (Londres, 2001) e um doutoramento em artes visuais, na Middlesex University (Londres,2014), enquanto bolseira da Fundação de Ciência e Tecnologia.

É artista visual e investigadora de Pós-doutoramento no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa, onde está a desenvolver um projecto de investigação artística intitulado “pós-arquivo” (2015-2018), no âmbito do grupo de investigação “Dislocating Europe”.

Mónica de Miranda foi uma das fundadoras da Rede “Triangle Network”, em Portugal, e coordenou as residências artísticas “360: Ambiente e processo” (2015), “Offline” (2013), “Transitante” (2012) e “Home and Abroad” (2010). Mónica foi, também, a fundadora do centro de investigação artística Hangar (Lisboa, 2014).