Activistas preparam nova marcha contra o desemprego em Angola

Activistas cívicos e estudantes angolanos prevêem realizar a segunda marcha contra o elevado índice de desemprego que se regista no país no dia 8 de Dezembro. Segundo uma nota de imprensa enviada a OPAÍS, a marcha terá como lema “o emprego é um direito, o desemprego marginaliza”.

Os activistas e estudantes irão exigir políticas públicas concretas que fomentem o emprego para os jovens, pois mostram-se “cansados de estar a ouvir muitas promessas. Os 500 mil empregos prometidos pelo manifesto eleitoral do MPLA, que parecem uma miragem, já que muitos jovens continuam a ser lançados nas águas do desemprego”, lê-se na nota. A actividade que realizam constitui um acto de exercício da cidadania que visa pressionar e dar a conhecer ao Executivo as necessidades e anseios da juventude angolana, segundo os organizadores.

Mostram- se igualmente preocupados com o facto de o actual Presidente da República, João Lourenço, no seu discurso à Nação não ter apontado planos concretos da concretização da promessa feita. “O trabalho é um direito, pois o desemprego desumaniza, marginaliza e nos exclui do meio social”, voltaram a enfatizar.

Importa frisar que a primeira marcha do género aconteceu no presente ano, em Julho, e mais de uma centena de jovens participaram no protesto para exigir o cumprimento da promessa feita pelo actual Presidente angolano João Lourenço de criar 500 mil empregos em Angola até 2021. A acção de protesto em Luanda – estavam anunciadas idênticas manifestações nas províncias do Bengo, Bié, Benguela, Malanje, Moxico e Zaire – destinou-se a chamar a atenção para o facto de “90% da população jovem angolana estar desempregada”.