Biocom fecha produção com 73 mil toneladas de açúcar

A companhia de Bioenergia de Angola (BIOCOM) fecha nesta quinta-feira, 15 de Novembro, a sua produção de 2018 com 73 mil toneladas de açúcar, mais 21% em relação ao ano de 2017.

Presente na Expo-Indústria e Projekcta/2018, que decorre desde quarta-feira, a Biocom espera facturar até final do ano o equivalente em kwanzas a 200 milhões de dólares norte-americanos, de acordo com o seu director comercial, Fernando Koch.
Em declarações à Angop, Fernando Koch disse estar aumentar de ano para ano a produção de açúcar, pois em 2014, altura em que foi lançada a primeira produção, a companhia produziu três mil toneladas, que passou em 2015 para 25 mil toneladas, 52 mil em 2016 e em 2017 atingiu 58 mil toneladas.
“Tivemos um aumento significativo de produção, apesar das dificuldades, fruto da conjuntura que o País atravessa”, sublinhou.
Com quatro linhas de enchimento, sendo duas para sacos de 50 quilogramas, instaladas na principal fábrica em Capanda (Malanje) e outras duas para sacos de um quilograma e cinco gramas (para café bares), em Luanda, a Biocom cobre 25 por cento das 300 mil toneladas consumidas em Angola.
“Isso é muito importante, porque faz com que o País reduza as necessidades em termos de de divisas para importação de açúcar”, referiu apontando as indústrias de bebidas, supermercados, grandes grossistas e retalhistas como os principais clientes.
Com 25 mil hectares de plantação de cana-de-açúcar, a Biocom prevê aumentar os campos de cultivo segundo Fernando Koch, sem avançar números.
Além do açúcar, foram também produzidos 17 milhões de litros de etanol.
Para 2019, a Biocom estima uma produção de mais de 120 toneladas de açúcar e 25 mil metros cúbicos de etanol.
“A Biocom está a trabalhar com base no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), como forma de contribuir para o crescimento do País”, concluiu.
A companhia conta com três mil trabalhadores.