SACS eleva a importância de Angola no mercado africano de telecomunicações

A entrada em operação do sistema de cabos que liga directamente a África à América do Sul, atravessando o Sul do Atlântico, fez de Angola uma referência incontornável no mercado africano de telecomunicações. Através do SACS, a Angola Cables estabeleceu uma rota inovadora, a mais rápida e eficiente para as comunicações entre os países africanos e a América do Sul, um desenvolvimento que estará em destaque no Africacom, o maior evento do sector ao nível do continente, a decorrer até ao próximo dia 15 na África do Sul.

O Sistema de Cabos do Sul do Atlântico (SACS) da multinacional angolana de telecomunicações, Angola Cables, está em destaque, desde Terça-feira, no maior evento de telecomunicações ao nível do continente africano, o Africacom 2018, que decorre na Cidade do Cabo, África do Sul, até ao dia 15 (hoje), uma plataforma que reúne mais de 200 operadores do mercado Telecom em África, alguns deles os maiores do mundo, avançou o presidente do conselho de administração, António Nunes. “O facto de o SACS ser o primeiro sistema de cabos submarinos de fibra óptica a ligar directamente a África à América do Sul, atravessando o Sul do Atlântico, faz dele uma rota completamente inovadora, mais rápida e eficiente para as comunicações entre os países africanos e a América do Sul, um desenvolvimento que vem trazer grandes vantagens em termos de capacidade e redução da latência – tempo de espera nas comunicações.

Esta conquista, promovida pela multinacional angolana de telecomunicações, Angola Cables, está a fazer de Angola uma referência obrigatória no mapa africano do sector”, disse António Nunes. Para o PCA da Angola Cables, esta ligação, associada aos acordos de parceria estabelecidos com outros grandes agentes do ecossistema internacional de telecomunicações, como a Silica Networks, está a potencializar o desenvolvimento dos negócios nos mercados em África, América Latina, médio e extremo Oriente. Com isto, está a ser possível promover uma verdadeira revolução digital e contribuir para a criação de caminhos até então inexistentes, fomentar intercâmbios de dados entre as empresas e usuários das diferentes regiões, com maior qualidade e velocidade. Segundo António Nunes, estima- se que as comunicações directas entre a África e as Américas geram várias vantagens em todo o mundo para provedores de serviços de Internet (ISPs), provedores de serviços em nuvem (CSP’s) e provedores de conteúdo superiores (OTTs) que usam essas conexões.

Esta nova rota mudará a dinâmica do tráfego da Internet no Hemisfério Sul e, combinado com o Monet e o WACS, alterará drasticamente as opções globais de roteamento de tráfego digital, sobretudo porque o SACS é uma nova via para dados entre redes, grandes provedores de conteúdo e alguns dos mercados que mais crescem para o consumo de dados. “A nossa participação no Africacom 2018 é particularmente importante devido à entrada em funcionamento do SACS, a rota mais eficiente para as comunicações entre os países africanos e o continente sul-americano. Este cabo permitirá aos provedores de serviços de Internet a utilizadores africanos um caminho mais directo e seguro para as Américas – sem ter que passar pela Europa”, disse. Segundo o PCA da Angola Cables, “os provedores de serviços de conteúdo na América Latina também poderão beneficiar da opção de usar a rota SACS para alcançar mercados em África e na Europa, sem utilizar as tradicionais e de alto volume rotas de tráfego de Internet do Hemisfério Norte”. Realizado todos os anos, o Africacom, recorde-se, é o maior e mais influente evento de tecnologia ao nível do continente, uma plataforma que congrega as maiores empresas do sector do continente, isto é, as organizações que lideram o processo de transformação digital de África.

Sobre a Angola Cables

Angola Cables é uma multinacional angolana de telecomunicações fundada em 2009, que opera no mercado de grossista, cujo negócio principal é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados através de sistemas de cabos submarinos de fibra óptica. É um dos maiores accionistas do WACS (Sistema de Cabos Submarinos da Costa Ocidental Africana), que liga a África do Sul a Londres, fornecendo serviços de nível de operador a operadores em Angola e na região subsaariana, tornando-se assim um dos maiores fornecedores de IP na região. Os seus principais projectos – SACS e Monet – interligam três continentes: América do Sul, América do Norte e África, bem como o Datacenter de Fortaleza, uma instalação de Nível III que irá interligar os seus sistemas de cabo, criando uma rede altamente conectada. Hoje a empresa já opera um datacenter em Angola,