Editorial: O resgate do destino

Tal como noutras partes do país noutras ocasiões, o Huambo viveu ontem o início de uma nova era em termos de consumo. Um espaço que exala qualidade e ao mesmo tempo um espaço que se propõe popular, integrador, como qualquer outro Xyami. OPAÍS testemunhou a enchente, a alegria, o reconforto de gente que descobriu um serviço que lhe é prestado de forma diferenciada para a indiferenciada. Para quem lê este texto em Luanda talvez não faça qualquer diferença. É até capaz de estranhar o “barulho” só por causa de um centro comercial, para quem vive no Huambo a nova infra- estrutura tem outro significado, é o regresso da ideia de progresso. O reencontro com um Huambo que já foi de futuro promissor, mas que depois não passou de um lugar enorme, com casas antigas bonitas, mas onde a esperança não se queria instalar e o progresso se negava a fi car. O Huambo grandioso precisava de, ao menos salas de cinema, para fugir da sensação claustrofóbica que a interioridade tinha feito crescer durante décadas. Talvez agora o Huambo começa a redesenhar o seu destino.