Sonangol funde empresas e sai da Unitel

O processo de regeneração vai custar EUR 40 milhões, e teve início ontem, 15 de Novembro, numa cerimónia muito concorrida presidida pelo PCA da Sonangol, Carlos Saturnino.

O processo de regeneração da petrolífera estatal Sonangol já começou. Apresentando ontem, em Luanda, o projecto tem como finalidade dar outra dinâmica à petrolífera estatal que deixará de ser concessionária, dando lugar ao surgimento da Agência Nacional de Petróleo e Gás. E como novidade, o Conselho de Administração anunciou a fusão de empresas e a retirada da mesma da Unitel, operadora de telefonia móvel. A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola – Sonangol E.P. fez o lançamento oficial do Programa de Regeneração aprovado pelo Presidente da República, João Lourenço, a 26/09/18.

A implementação do Programa de Regeneração coloca o foco nas principais actividades da empresa estatal nomeadamente prospecção, pesquisa e produção de petróleo bruto e gás natural, refinação, liquefação de gás natural, transporte, armazenagem, distribuição e comercialização de produtos derivados.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol E.P., Carlos Saturnino, o Programa de Regeneração é um projecto estruturante que irá preparar a Sonangol para o futuro, reforçando o papel do Grupo no continente africano, observando os padrões internacionais “O Programa de Regeneração foi concebido e elaborado pelo grupo Sonangol e tem como pilares todo o trabalho de reflexão, identificação e levantamento completo pelo grupo durante 11 meses”, explica.

Dividido em três fases, o Programa de Regeneração começou ontem, com a Fase 0 que consiste na preparação do arranque do programa, enquanto a Fase 1 estará focada na implementação de acções com resultados no curto prazo e definição do roteiro de melhorias operacionais e de medidas estruturantes, por último a Fase 2 vai tratar da implementação do roteiro de melhorias operacionais e de medidas Estruturantes. Questionado sobre o Orçamento do programa referiu que o processo está a ser feito com transparência, pelo facto de a petrolífera solicitar várias empresas para apresentarem propostas, com autorização do Governo para dar início ao processo de contratação, e recebeu propostas de empresas nacionais e internacionais e o valor final que foi discutido para a consultoria está orçado entre 39 a 40 milhões Euros.