dívida de doentes angolanos em Portugal ascende a cinco milhões de euros

A dívida do sector da Junta de Saúde de Angola em Portugal ascende a cinco milhões de euros, anunciou à ANGOP a sua responsável junto da embaixada angolana, Rosa de Almeida O sector de Saúde da Embaixada de Angola em Portugal controla 225 doentes, dos quais 100 fazem hemodiálise e outros sofreram transplantes da mais diversa natureza.

Rosa de Almeida disse que o Governo angolano pondera a possibilidade de comprar um espaço próprio em Portugal, para alojar doentes do Sector de Junta de Saúde, num esforço de minorar os custos. Além da melhoria das condições de acomodação, o sector da Junta de Saúde de Angola em Portugal perspectiva o aumento dos subsídios, considerando que os custos dos bens de primeira necessidade sofreram alterações acentuadas.

Quanto aos gastos, os doentes hospedados em pensões têm direito à alimentação, dormida, transporte e acompanhamento de uma assistente às consultas. Recebem um subsídio mensal para higiene, de nove a 12 euros, enquanto os doentes que estão em casas particulares recebem 500 a 1000 euros mensais.

A crise económica e financeira que Angola vive, desde 2014, caracterizada pela escassez de divisas, tem agravado a vida dos doentes obrigados a buscar tratamento médico em Portugal.

O secretário-geral da Associação dos Doentes Angolanos em Portugal, Vitorino Leonardo, considera lastimável o alojamento dos doentes nas pensões Luanda e do Alvalade, em Lisboa, com quartos com camas e colchões em estado de decomposição. Vitorino Leonardo afirma que os mais de 200 doentes angolanos vivem em péssimas condições no abrigo cedido pela Comissão da Junta Médica do Ministério da Saúde de Angola, em Lisboa, além do valor irrisório dos subsídios mensais, segundo acrescenta.

Diz não se compreender o porquê os doentes estarem alojados em pensões, com custos mensais de entre 1600 a 1800 euros, quando metade desse valor seria o suficiente para pagar uma modesta residência.

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