Trump aguarda relatório sobre jornalista saudita

Donald Trump recebe nas próximas 48 horas um relatório da CIA, sobre as circunstâncias em que o jornalista saudita Jamal Khashoggi morreu enquanto visitava o consulado do seu país em Istanbul, Turquia. Donald Trump deu como prematura, uma reportagem do Washington Post, ao qual Khashoggi estava ligado, segundo a qual a CIA teria concluído, que o Príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salah, teria sido o mandante da execução da operação que resultou na morte dele.

O Washington Post dizia na Sexta-feira que a agência central de inteligência americana confia nos elementos que tem, os quais permitiram chegar àquela conclusão.

A morte de Jamal Khashoggi no consulado da Arábia Saudita, em Istanbul, coloca Donald Trump numa situação apertada, na medida em que pode se ver na contigência de ter que impôr duras sanções ao reino saudita.

A confirmação pela CIA, daquilo que o Washington Post avança, poderá deixar Trump numa situação mais complicada na medida em que ele olha para a Arábia Saudita como um importante parceiro . A Arábia Saudita foi o primeiro país visitado por Donald Trump, após ter tomado posse. Por outro lado, ele tem Riad como aliado no diferendo com o Irão.

Nas suas conjecturas também pesa o facto de a Arábia Saudita ter em vista encomendas militares de dezenas de biliões de dólares, que a caírem por terra representariam perdas para empresas americanas. Jamal Khashoggi era um colunista convidado do Washington Post, conhecido por levantar muitas reservas em relação ao principe herdeiro e por se referir com frequência a alguns tabus no mundo árabe.

Bem relacionado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, Khashoggi, aparentemente receoso do que poderia acontecer no consulado, sincronizou o seu relógio da Apple ao telefone que deixara com a namorada à entrada. A sincronização resultou no registo do interrogatório e no seu assassinato .

O registo de todo incidente , actualmente nas mãos da polícia turca foi o detalhe que forçou a Arábia Sau- DR DR dita a mudar de argumentos para, primeiro admitir e mais tarde justificar as circunstâncias em que se deu a morte de Khashoggi.

Trump disse ter falado com a directora da CIA , Gina Haspel e com o secretário de Estado, Mike Pompeo.” O que aconteceu foi uma coisa horrível”, disse em conversa com os jornalistas.