UNI TA defende criação de políticas para refundação do Estado

A VIII Sessão ordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, realizada neste fim de semana em Luanda, exortou o Executivo angolano a implementar políticas eficazes que concorram para a refundação do Estado. O apelo consta do comunicado do encontro orientado pelo presidente do “Galo Negro”, Isaias Samakuva, para quem urge uma mudança efectiva da cultura da governação, bem como mecanismos mais justos e eficazes de distribuição e controlo da riqueza nacional, visando a dignidade da pessoa humana.

A reunião visou apreciar o grau de cumprimento do Programa de Acção e o Relatório e Contas desta formação política referentes ao terceiro trimestre de 2018, tendo passado em revista, igualmente, a evolução da situação política e social do país.

O Comité Permanente saudou a realização do IV Congresso Ordinário da Juventude Unida e Revolucionária de Angola (JURA), na passada semana, tendose congratulado com o elevado nível de maturidade democrática demonstrado pelos delegados, quer no decurso das discussões, quer durante o processo eleitoral, que culminou com a eleição de Custódio Agostinho Kamuango ao cargo de secretário-geral para os próximos quatro anos.

Saudou, igualmente, os “bravos” campeões mundiais de Futebol adaptado de 2018, por terem demonstrado ao mundo que, apesar de Angola evidenciar um nível baixo de desenvolvimento humano e um nível alto de corrupção, no plano das artes, os angolanos são tão talentosos, tenazes e determinados como qualquer outro povo do Mundo, podendo ser campeões do Mundo. Relativamente à situação social do país, o Comité Permanente considera que os grandes e endémicos males que assolam as famílias angolanas exigem grandes remédios que ataquem as causas profundas dos problemas e não apenas os seus sintomas.

Considera por isso que o colapso do sistema de Saúde, do sistema de valores, do sistema financeiro e o aumento vertiginoso dos crimes económicos e financeiros pelos ricos, as altas taxas de desemprego, as fraudes que penalizam o consumidor e a falta de confiança dos cidadãos nas instituições do Estado, são o resultado directo da captura do Estado pela oligarquia que se apoderou de Angola e da ineficácia das suas políticas públicas.

Assim, a UNITA considera insuficientes as denominadas “Operação Resgate” e “Operação Transparência”, para atacar as causas dos problemas estruturais do país e recuperar a autoridade moral e política da Administração Pública. Por fim, o Comité Permanente fixou a data de 14 e 15 de Dezembro para a realização da IV Reunião Ordinária da Comissão Política.