Editorial: Saúde, segurança e estado

O Hospital Geral de Benguela está sem TAC há três anos. Não é o único e há os que nunca o tiveram. A distribuição de certos bens e serviços na área da saúde até parece que as pessoas de determinadas áreas do país estão programadas a não precisar deste ou daquele serviço, deste ou daquele equipamento. Mas não, é apenas o rosto daquilo a que se chama de assimetria, um pouco como se tivéssemos escalas na cidadania e nos direitos mais fundamentais consagrados pela Constituição. o Governo vai ter de encontrar soluções para que a dor de alguém do litoral seja tratada da mesma forma que a dor de alguém do Leste. E nisto, ainda que o país se vá endividar, mas aprendendo. criando e formando equipamentos e técnicos para trabalharem em cada parcela do território nacional. os actuais desequilíbrios sociais e demográficos podem, como se vê com a operação Transparência, colocar em causa a estrutura e a estabilidade do Estado. A saúde, nisso, é mais importante do que o que se imagina.

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