Governo de Benguela embarga obra para fábrica de adubos

O Governo Provincial, por via da Administração Municipal de Benguela, decidiu embargar uma obra para a construção de uma fábrica de adubos orgânicos, por alegadamente a área não ser a mais apropriada para a instalação de uma indústria daquela natureza

POR: Constantino Eduardo
em Benguela

Localizada na margem direita da estrada número 100, no trajecto Benguela/ Lobito, a empreitada, iniciada em Maio de 2018, que já está em fase bastante avançada, foi embargada alegadamente por não ter obedecido às normas. Segundo fontes, alterou- se a natureza do projecto sem que se tivesse comunicado previamente ao Governo Provincial, facto que originou a que o executivo liderado por Rui Falcão orientasse a Administração Local que embargasse a obra. No espaço foi desenhado o projecto de um supermercado “CANDANDO”, no caso, propriedade da empresária Isabel dos Santos, e, para o espanto das autoridades, a infra-estrutura reservada para o supermercado foi transforma-da em fábrica de produção de adubo, facto que motivou a tomada de tal decisão por parte do Governo Provincial.

A decisão da Administração, datada de 15 de Novembro de 2018, é comungada com a da população local, que sustenta que a área não é propícia para se implantar uma fábrica daquela natureza. Até bem pouco tempo, informações disponíveis davam conta de que o espaço destinar-se- ia ao supermercado “CANDANDO”, embora a obra não dispusesse de quaisquer informações a respeito da natureza do empreendimento que se ergue na zona F do município de Benguela. A montagem dos equipamentos fabris está a cargo de técnicos indianos, que garantiram a O PAÍS no local que se está a reunir todo o dossier da fábrica para consequente entrega às autoridades, sem no entanto revelar o proprietário da unidade fabril. Por sua vez, os chineses se ocupam da engenharia civil, numa empreitada que contam 15 pedreiros, 20 ajudantes angolanos, entre outros técnicos chineses.

No local, soubemos igualmente que o PIAGET, localizado a parcos metros de distância, é uma das instituições que se debate contra o projecto, alegando que a unidade pode vir a causar poluição do ar, pondo, desse modo, em causa a saúde de centenas de pessoas circunvizinhas. “Disseram (o PIAGET) que não podiam montar aí a fábrica, tinha que ser num sítio distante, por causa da poluição que pode afectar a população”, disse um dos pedreiros à imprensa que se fez ao local tão logo soube do sucedido. O embargo surge após uma visita do vice-governador provincial para a área técnica e de infra-estruturas, Leopoldo Muhongo.

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