sistema de distribuição de água na Lucira custa cerca de 600 mil dólares

No total, serão perto de 4 mil habitantes que beneficiarão do novo sistema de distribuição de Água na comuna da Lucira, que dista a 210 quilómetros da sede da capital da província do Namibe.

Cerca de 600 mil dólares é o valor que custou a construção do novo projecto de captação, tratamento e distribuição de água na comuna da Lucira, município de Moçâmedes, província do Namibe. O referido programa vai melhorar a qualidade de vida dos habitantes daquela circunscrição, que dista a 210 quilómetros da capital da província, contempla 135 ligações domiciliárias, das 200 previstas, e dispõe ainda de nove chafarizes que vão nos próximos dias distribuir água tratada à comunidade local.

No entanto, com o funcionamento do projecto, cujo financiamento para a sua construção esteve a cargo da empresa Angoalissar, no âmbito do seu programa de responsabilidade social, prevê-se a redução em grande escala das dificuldades de água potável naquela parcela do território nacional, como assegurou o vice-governador provincial para a área técnica, José Tchindongo António. Conforme explicou, as necessidades de água a nível da comuna da Lucira e de outras comunas distanciadas das sedes dos municípios são ainda enormes. Porém, a disponibilidade financeira para dar cobro à situação é que continua exígua.

Neste sentido, para além dos investimentos públicos, o governo local tem vindo a contar com a parceria de privados de forma a ver essas necessidades reduzidas. Foi neste segmento que as autoridades abraçaram a iniciativa da empresa Angoalissar, que dará outro rumo à população da Lucira. De acordo com José Tchindongo António, com a abertura do novo sistema de captação estarão assim diminuídas as difi culdades e as patologias derivadas do consumo de águas impróprias, uma realidade com que muitas famílias se debatem a nível da Lucira, que é uma comuna com muita potencialidade pesqueira a nível da região norte da província.

“Sabe-se que os problemas derivados da ausência de água tratada acabam por pôr em risco a saúde das pessoas. E com esse novo sistema veremos a qualidade de vida dos moradores melhorada”, atestou. José Tchindongo António lembrou igualmente que projectos do género de distribuição de água potável já existem a nível daquela comunidade, mas são insuficientes para dar resposta às necessidades das populações. “Por isso é que, de forma a resolver paulatinamente as dificuldades, vamos buscando parcerias privadas. Precisamos de dar outra qualidade de vida à população e contamos sempre com a ajuda dos nossos parceiros sociais”, disse.

Por seu lado, o director financeiro da Angoalissar, Eduardo Barbosa, fez saber que, depois da seca que afectou a província do Namibe, em 2014/2015, a sua instituição esteve ao lado do Governo para que, juntos, se encontrasse uma solução de forma a mitigar as dificuldades que a escassez de água provocou. De acordo com Eduardo Barbosa, ao longo dos 25 anos que a Angoalissar está no mercado, tem procurado manter-se ao lado dos que mais sofrem, de forma a ajudá-los na sua melhoria de vida. Neste sentido, fez saber que ao longo desse tempo a sua instituição ajudou na construção de escolas, centros de saúde e de outros projectos que são a causa de um impacto positivo na vida de muitas comunidades a nível do território nacional. “No Namibe continuamos a discutir com o Governo local no sentido de encontrarmos e identificarmos outros projectos de grande importância e que podem ajudar na melhoria da vida das pessoas”, concluiu.