Carta do leitor: Bares de rua e o silêncio da administração

À direcção do jornal O PAÍS e demais funcionários, os meus agradecimentos e espero que esta carta satisfaça os planos das administrações municipais e comunais da província de Luanda. Nos últimos tempos, no centro e na periferia de Luanda, os jovens têm organizado “bares de rua”, uma forma simples e organizada de se conviver.

Nesses convívios, vende-se bebidas alcóolicas e outros produtos como roupas e bijutárias, ou seja, é um novo conceito de feira local. Convida-se um Dj, comunica- se à Polícia Nacional e, sem rodeios, o evento corre sem sobressaltos.

A limpeza, depois do evento, também é uma realidade. Mas, uma coisa chamoume atenção.

O silêncio das administrações comunais nesse processo ou um outro órgão de direito é um facto. Nota-se que o Estado perde dinheiro, porque nesses “bares de rua” os organizadores ganham, as pessoas que vendem os seus produtos também ganham.

O Estado, em nome da administração local, não ganha e nem leva qualquer tostão aos seus cofres. Penso que com o surgimento da Operação Resgate, o modelo pode ser adpatado à nossa realidade.

Os organizadores devem legalizar- se e pagar todo o tipo de impostos que se impõe. Pois, é um modelo que já vigora noutras paragens e os Estados embolsam sempre algum para os seus cofres. Não adianta acabar com os “bares de rua”.

As administrações e outras instituições, no meu ponto de vista, são obrigadas a adaptaremse aos novos ventos. Na prática, está provado que os eventos são realizados no fim ou no início do mês, num período em que se começam a pagar os salários. Parece empírico, mas tem uma certa lógica, no entanto, isso tem ajudado muitas famílias.

Por isso, peço a reflexão dos governos locais, sobretudo neste momento em que a transferência de competências é uma realidade. Tenho dito! Jesus A. D. Kangundi Maianga, Luanda-

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