Editorial: Mais do que palavras

Por estes dias surgem vários discursos de circunstância e algo diplomáticos sobre as relações entre Angola e Portugal. A partir de amanhã ouviremos que entramos num novo ciclo, virtuoso, que as dívidas às empresas portuguesas serão pagas, que os vistos de entrada para cidadãos dos dois países serão agilizados ou merecerão tratamento de uma comissão criada para o efeito.

E que os dois países concertarão ainda mais as suas respectivas posições na política mundial. Tudo muito bem, mas também nada de novidade até aqui.

O que os dois povos esperam é que tudo isso passe à realidade sentida por cada um dos beneficiários do referido investimento, isto é. o povo angolano no seu todo.

E, já agora, que se comece, de facto, uma cooperação cultural, fundamentalmente na política do livro, que é o cimento para o futuro.