MPLA no Huambo quer maioria absoluta nas autarquias

No seu último discurso enquanto primeiro secretário provincial do MPLA no Huambo, João Baptista Kussumua, afirmou estar convicto de que o seu partido levará de vantagem os partidos da oposição nas primeiras eleições autárquicas a serem realizadas no país

POR: Rila Berta

João Baptista Kussumua não é mais secretário provincial do MPLA no Huambo. No Sábado, 17, despediuse dos militantes enquanto líder, mas garantiu apoio ao seu partido para obter a maioria absoluta nas primeiras eleições autárquicas agendadas para 2020. Para tal, o antigo dirigente do partido no Planalto Central apelou para uma maior organização, domínio da matéria e trabalho.

“Apesar das apetências dos nossos opositores políticos em relação à nossa província, estamos convictos de que o MPLA no Huambo está firme e preparado para levar vantagem sobre os partidos na oposição nas eleições autárquicas”, disse. As primeiras eleições autárquicas no país foram marcadas para 2020, por recomendação  consensual do Conselho da República,reunido pela primeira vez em Março, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda. Joana Lina é a nova secretária Após 24 meses e 17 dias de liderança, João Baptista Kussumua, deputado à Assembleia Nacional, foi substituído por Joana Lina, actual governadora provincial, eleita durante a 7ª conferência extraordinária, com 635 votos a favor, sete contra e duas abstenções.

No seu último discurso, o primeiro- secretário cessante disse ter cumprido a sua missão. “Sentimo-nos satisfeitos e orgulhosos pelos objectivos e resultados alcançados”. Garantiu que o MPLA, enquanto partido que governa Angola e de acordo com as orientações dos seus dirigentes “tem a nobre missão de trabalhar durante o quinquénio 2018-2022 na melhoria das condições de vida dos angolanos, tal como prometemos na campanha eleitoral”. Solicitou apoio para a actual secretária, a qual considerou uma “excelente” pessoa, promotora de desenvolvimento e detentora de conhecimentos técnicos, administrativos e político-partidários. Joana Lina, de 61 anos de idade, é natural do município de Ambaca, província do Cuanza-Norte, militante do MPLA desde 1974, e é formada em economia.