Feira ao ritmo das autarquias expõe potencialidades económicas de Angola

Cento e sessenta e quatro municípios e 250 expositores participam na Feira dos Municípios e Cidades de Angola, ocasião aproveitada para se expor as potencialidades de cada município

Arrancou ontem Quarta-feira, 21, no Estádio Nacional de Ombaka, na cidade de Benguela, a terceira edição da Feira dos Municípios e Cidades capital de Angola, subordinada ao lema ‘A vida faz-se nos municípios’. O corte da fita inaugural coube ao ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, sob olhar atento do ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, dos 18 governadores provinciais e de altos funcionários da Presidência.

Numa curta declaração na abertura da feira, o ministro de Estado manifestou o interesse do Executivo em ver a capacidade de reconfiguração da indústria nacional, do sector produtivo e da prestação de serviços num momento de crucial de crise que o país vive, apelando, por isso, ao empreendedorismo, a criatividade e a imaginação dos 164 municípios ‘estamos todos expectantes em ver a capacidade de reinvenção’, considera De 21 a 24, Angola tem as atenções totalmente voltadas para a província de Benguela, que acolhe a terceira edição e a primeira realizada fora de Luanda, capital do país, e, provavelmente, a mais expressiva em termos de participação, como sublinhou o titular do departamento ministerial da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, para quem, com a realização sistemática do certame, pretende-se exaltar uma competição positiva ‘o nosso potencial tem que ser divulgado, reconhecido e valorizado.

A mostra que vamos assistir, nesses dias de trabalho, tem que ser também bastante expressiva a capacidade que os nossos municípios têm de se assumirem no centro de desenvolvimento nacional’, disse. É este, segundo disse, o mote principal desta feira, transmitindo, deste modo, a ideia de que o desenvolvimento do país tem que ser feito precisamente a partir dos municípios e não no sentido inverso. O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, na qualidade de anfitrião, salientou que a feira, que espera receber milhares de vistantes, expõe aquilo que considera de amostra fiel e real do potencial socioeconómico do país, sustentando, por outro lado, que tudo quanto seja possível produzir estará exposto nessa montra dos municípios de Angola ‘Mas estarão aqui também os valores íntrinsecos da nossa cultura’, pontualiza.

Falcão, que manifesta satisfação por a província de que é titular acolher o evento, gabou- se que Angola tem o privilégio de ter uma região que se chama Benguela, ‘com potencial humano que nós reconhecemos, mas também com a capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias ‘. Dada as potencialidades desta circunscrição de Angola, o governante reclama o dever de se constituir Benguela na ‘locomotiva que levará Angola rumo ao desenvolvimento’. O dia de quarta-feira foi reservado à cerimónia de abertura e, a partir de hoje, 22, às 11 horas, estará aberta ao público que quiser tomar contacto com as potencialidades económicas e culturais. A feira deste ano surge numa altura em que o país está com foco para as autarquias locais, cujo ensaio se deu quarta-feira com a transferência de competências dos governadores para os administradores municipais dos 164 municípios de Angola.