Editorial: Muitas fecharão

Trinta e sete igrejas deverão ser encerradas no Huambo, algumas delas, como a Mundial do Poder de Deus e a Josafat, surgem na lista como que um soco no estômago os seus fiéis, uma desilusão até para os críticos, que as viam com algo mais do que organizações ilegais. Mas o estado não se deve ficar pelo encerramento de igrejas, há questões por responder: se estas igrejas não apresentam obra social que se veja, se andam há décadas a “trabalhar” e a receber dinheiro dos fiéis, como justificam a aplicação deste dinheiro ilegalmente obtido? Onde está? O que fizeram com ele? Quer a Mundial, quer a Josafat, ganharam dimensão para terem tido a responsabilidade de cumprir a lei e até de erigir obra social, torna-se muito difícil entender que estas organizações afinal estavam unicamente viradas para o lucro, sem o menor respeito pelos regulamentos e leis do Estado.

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