Juventude da CASA-CE quer indemnização à família do seu patrono Hilbert Ganga

A juventude Patriótica de Angola (JPA) e todos amantes da justiça e da liberdade vão continuar a bater-se para que a justiça seja feita e que a família do malogrado Hilbert Ganga seja indemnizada pelos danos irreparáveis de que foram alvos, segundo afirmou o seu secretário-geral, Rafael Aguiar

A declaração foi feita ontem em Luanda, em conferência de imprensa pelo líder do braço juvenil da CASA- CE, Rafael Aguiar, no âmbito da comemoração da V jornada do seu patrono que decorre desde ontem, Quinta-feira, 22, até 30 de Novembro. O acto central será realizado em Luanda, com uma marcha até ao cemitério da Santa Ana, onde será depositada uma coroa de flor no período entre às 9 horas e às 11horas.

Rafael Aguiar lamentou pelo facto de, volvidos cinco anos desde o assassinato de Hilbert Ganga, os autores morais nunca terem sido julgados e que o autor material foi julgado, mas considerado inocente e mandado em paz e em liberdade para casa. Acrescentou que os únicos achados culpados no referido julgamento foram a arma disparada e os envoltos das balas assassinas, sendo estes, e não o autor dos disparos, que se encontram encarcerados. “A JPA e todos amantes da justiça e da liberdade vão continuar a bater-se para que a justiça seja feita e que a família do malogrado Hilbert Ganga seja indemnizada pelos danos irreparáveis de que foram alvos”, declarou

Acrescentou que as V jornadas do patrono da JPA ocorrem no momento em que há uma reestruturação interna da coligação, com o objectivo de imprimir maior dinâmica interna da máquina contribuindo assim pela democracia, diversidade de opinião e destino histórico da CASACE. Defendeu ainda que a CASACE vai continuar a ser a esperança da juventude para alcançar a verdadeira felicidade, continuam a ser a organização ao serviço do povo e sobretudo da juventude, não só com palavras, mas com actos concretos.

Momento particular do país

Rafael Aguiar declarou que estas jornadas ocorrem também num momento particular do país, uma vez que após as eleições gerais esta mais do que evidente que não são as exonerações e muito menos as prisões que vão mudar a vida do cidadão. “ Os excluídos de sempre continuam excluídos, os esfomeados de sempre continuam com fome, os descriminados de sempre continuam descriminados, desde a última fase do regime colonial, ao período mono-partidário e no período multipartidário”, frisou “Nós, a juventude mais lúcida de Angola devemos continuar pró-mudança e nos apropriar também dos slogans das forças anti mudança para fazer a mudança real. A luta deve continuar, a vitória, tenho a certeza, será certa, mais cedo ou tarde”, rematou.