“Mbora testar” anima Dia Mundial de Luta contra o Sida

Pelo facto de qualquer pessoa puder ser afectada com o vírus e fazer um tempo considerável sem sintomas específicos, que facilita alcançar o estágio da doença, os responsáveis do INLS incentivam os cidadãos a testarem, a partir dentro das jornadas que se avizinham.

A julgar pelo objectivo da comunidade internacional que coloca a mobilização do teste do HIV-SIDA como o mote para as celebrações do próximo Dia Internacional de Luta contra o Sida (1 de Dezembro), o instituto que rege o sector em Angola decidiu criar o slogan “Mbora testar”, a fim de, por meio de uma linguagem mais familiar, atrair as pessoas para o exame da considerada doença do século.Lúcia Furtado, directora do Instituto Nacional de Luta contra o Sida (INLS), que manifestou a pretensão de se controlar e assistir necessariamente as pessoas com o VIH e não somente a que já possui SIDA, informou que o sector que dirige está a envidar esforço para potenciar os dados da incidência. Importa referir que a incidência tem a ver com novos casos de VIH, enquanto a prevalência diz respeito à soma de casos novos e antigos, registos admitidos pela directora como os indicativos de que mais dispõe o órgão reitor.

Outra situação que achou relevante esclarecer é a diferença que existe entre a pessoa com VIH e o indivíduo com Sida, tendo realçado que o primeiro possui apenas o Vírus de Imunodeficiência Humana, enquanto o segundo já possui a doença em si. Aliás, nas suas recentes sessões lectivas dirigidas a jornalistas que estão engajados a cobrir a Campanha Nascer Livre para Brilhar e outras actividades de luta contra a pandemia do século, Cláudia Barros, assistente técnica do INLS, foi categórica em afirmar que há pessoas que contraem o VIH e não sabem, porque podem passar algum tempo considerável sem sintomas específicos. A especialista em epidemiologia revelou que a ignorância do paciente pode durar até que aconteça o teste de HIV-SIDA, pois, segundo avançou a médica brasileira, o afectado pode conviver com o vírus de dois a seis anos, altura em que se pode atingir o estágio da doença da sida.

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