Mussungo convida artistas a preservar a história do país através das artes

Adão Mussungo fez este apelo durante a inauguração da sua segunda exposição individual “Kizua Kia Dipanda“, que visa homenagear os 43 anos da independência nacional, patente nas instalações do Edifico Kilamba da Fundação Sagrada Esperança, em Luanda

O artista plástico Adão Mussungo convidou os artistas plásticos a produzirem obras de artes plásticas que reflictam a história do país, de modos a eternizá-la. Adão Mussungo fez este apelo durante a inauguração da sua segunda exposição individual “Kizua Kia Dipanda“, que visa homenagear os 43 anos da independência nacional, assinalado a 11 do corrente mês, patente nas instalações no Edifico Kilamba, em Luanda. Segundo o artista, enquanto jovem e como cidadão angolano sente o dever de preservar a independência nacional, o sentido de unidade e de Estado, razão pela qual convidou os colegas em abraçar o desafio lançado.

O artista plástico realçou que se sentia inconfortável ao ver apenas, os músicos e escritores nas suas obras enfatizarem questões relacionadas com a angolanidade. Por esta razão traçou o presente trabalho onde são visíveis símbolos que reflectem a angolanidade através dos quatros de artes plásticas. “É o sentimento de um cidadão agradecido. Sinto que fiz a minha parte como cidadão, por esta razão peço ao público angolano e não só, que contemplem a exposição. Peço aos jovens acima de tudo, que conservem esse contexto de angolanidade”, apelou o artista.

Pesquisas

Adão Mussungo avançou que para a elaboração do projecto foi necessária uma pesquisa sobre a história do país, desde a luta de libertação nacional e os movimentos de libertação nacional. O artista revelou, que durante as pesquisas feitas pode constatar que depois da assinatura dos Acordo de Alvor (15 de Janeiro de 1975), os angolanos estavam ansiosos pelo içar da bandeira e isso não aconteceu imediatamente. Por isso, houve choros e mortes. Adão Mussungo considerou esse momento da história de Angola como peculiar, porquanto ter sido difícil, mas foi possível traduzilo em artes. Por esta razão, lançou o desafio aos artistas plásticos, em seguir a mesma senda, no sentido de homenagear-se o país, através das artes plásticas. “São 43 anos de independência, então precisamos dar essa liberdade ao país e fazer acontecer. Dentro da nossa área de formação, que cada angolano apresente alguma coisa que faça engrandecer o nosso país”, enfatizou.

Satisfação

O artista plástico Armando Scoott referiu que Adão Mussungo através das obras transmite paz e liberdade, homenageando o país, mas também todos que dele fazem parte. “São obras de carácter surreal e abstrato, de diversas dimensões que expressam fluidez. Costumo a dizer que um país sem arte é um país sem cultura e sem identidade”, considerou. Por sua vez, o também artista plástico Andgraff realçou que as obras elaboradas por várias técnicas abstractas, são de fácil leitura, o que permite aos visitantes compreender a mensagem. O artista, durante a inauguração da mostra apresentou uma performance, relacionada com a luta com a libertação, manuseando catana e flecha. De realçar, que a exposição está composta por 25 obras, feitas em várias técnicas, com realce ao óleo, acrílico, veludo e mista sob tela, e retratam os aspectos ligados a luta de libertação nacional e o consequente alcance da independência, bem como das infra-estruturas históricas ligadas ao processo, como é o caso da cidade de Mbanza Kongo (Zaire), agora Património Mundial da Humanidade.