Entrada em vigor do IVA requer ponderação

A implementação do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) visa eliminar o imposto em cascata (consumo), mas não deve ser aplicado às pressas para não agravar o custo de vida da população, através do aumento dos preços dos produtos, defende o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino.

José Severino alertou que a eventual implementação do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) em Angola, aprazada para 2019, será uma “aventura devido aos baixos salários praticados no país. José Severino, que falava aos deputados da 5ª Comissão da Assembleia Nacional, durante a discussão do OGE 2019, chamou a atenção para o facto de não se ignorar e brincar com aspectos ligados à implementação de sistemas tributários.

O presidente da AIA informou que países desenvolvidos levaram entre quatro e sete anos para implementar o IVA e obter resultados positivos, favorecendo os importadores. Em África, apontou o exemplo de Moçambique que implementou o IVA há seis anos e continua com problemas, sugerindo, por este facto, que em Angola o IVA seja introduzido no sistema tributário em 2020. O responsável defende o princípio da equidade e a redução do imposto industrial para o sector produtivo, enquanto este não ganhar competitividade.