OMA lança “16 dias de activismo” contra violência feminina

a ideia é de chamar à atenção da sociedade para a discriminação da mulher no local de trabalho, cujos casos são alarmantes

A Organização da Mulher Angolana(OMA), braço feminino do MPLA, partido no poder, abriu nesta Sextafeira, 23, em Luanda, uma Campanha designada “16 Dias de Activismo”, cujo objectivo é pôr termo à discriminaçao da mulher no local de trabalho .

A secretária-geral desta organização, Luzia Inglês Van-Dúnem (Inga), manifestou-se preocupada com os casos de atitudes discriminatórias contra as mulheres, registados sobretudo nos locais de trabalho. Falando à margem do acto de lançamento da Campanha decorrido no município do Cazenga, afirmou que a discriminação tem provocado consequências ao nivel pessoal, como no seu desempenho laboral.

“A violência no local de trabalho pode pôr em causa a saúde, a produtividade das trabalhadoras, a qualidade dos serviços públicos e privados e a reputação das empresas”, disse Inga, para quem o tema em causa tem passado ante o olhar impávido e sereno das autoridades.

Na sua intervenção, a responsável defendeu um maior espaço de reflexão sobre o assédio moral e as situações humilhantes, “constrangedoras e vexatórias” a que as trabalhadoras são expostas durante a jornada de trabalho e no exercício das suas funções.

Na sua visão, para se obter um diagnóstico real e profundo sobre os vários tipos de violências contra a mulher, assim como a consequente identificação de condições preventivas e de protecção legal e jurídica das vítimas, disse ser necessário um espaço de concertação e debate sobre os assuntos.

A referida campanha contou com a participação de representantes do Governo, Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional, de organizações de luta contra a Sida, da Polícia Nacional, autoridades tradicionais e entidades religiosas. A campanha, a decorrer até ao dia 10 de Dezembro próximo, tem como lema a “Violência no mundo do trabalho”.

Secretária