David Mourão Ferreira é o escritor do mês da “Biblioteca do Camões”

As obras do escritor português David Mourão Ferreira estarão a ser revisitadas, no quadro de promoção da língua portuguesa e de divulgação de autores de língua portuguesa, no Núcleo de Leitura da Biblioteca do Camões, Centro Cultural Português

Nos dias 10 (2ª feira) e 19 de Dezembro (4ª feira), a partir das 10 horas, será revisitada a obra do escritor português, David Mourão Ferreira, considerado um clássico do modernismo no panorama literário português, pelo culto do lirismo neo-barroco. A iniciativa insere-se no quadro do seu desígnio de promoção da língua portuguesa e de divulgação de autores de língua portuguesa, o Centro Cultural Português criou na sua Biblioteca um Núcleo de Leitura, que revisita autores consagrados de língua portuguesa, através da leitura colectiva de extractos das respectivas obras e biografias.

Este Núcleo de Leitura, com momentos interactivos, conta com a participação activa de jovens, sobretudo, estudantes universitários e pré-universitários, utentes da Biblioteca. Em dois dias de cada mês, a obra e a biografia do autor escolhido são revisitadas e analisadas. O autor David Mourão Ferreira nasceu em 1927 em Lisboa (Portugal). Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, mais tarde foi professor. Foi director dos Jornais “A Capital” e “O Dia”. Foi secretário de Estado da Cultura, entre 1976 e 1979. Foi crítico literário, ensaísta e tradutor de peças teatrais.

Foi responsável por vários programas literários na radio-televisão, como “Imagens da Poesia Europeia”. Colaborou em vários jornais e revistas, como o Diário de Notícias, Diário Popular, Diário de Lisboa, Seara Nova, Colóquio Letras e Journal des Poètes, entre outros. Participou na elaboração do Dicionário de Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira. Foi ainda Director do Serviço e Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Deixou uma vasta obra publicada de poesia, prosa e ensaio. Recebeu vários prémios literários, designadamente Prémio da Crítica, em 1981, Prémio Delfim Guimarães, em 1954, Prémio Ricardo Malheiros, em 1960, Prémio de Teatro da Casa da Imprensa, em 1965, e Prémio Nacional de Poesia, em 1971. Faleceu em 1996.