Carta do leitor: Corrigir o tiro

Quando se iniciou a Operação Resgate, uma das maiores preocupações dos cidadãos, em quase todo o país, foi de que tinha havido pouca divulgação dos seus objectivos, assim como campanha de sensibilização para com as vendedouras e outros cidadãos. Houve explicações por parte dos responsáveis da Polícia Nacional, com maior destaque para as intervenções públicas do comandante-geral, o comissário chefe Paulo de Almeida.

Nesta fase, pensava-se que estivéssemos perante uma posição musculada desta cooperação, embora se tenha garantido que não havia por parte deste colectivo qualquer interesse em se acabar com os que vendiam na rua, mormente as zungueiras e outros vendedores ambulantes. Nos últimos dias começaram a surgir alguns posts ou panfletos onde se vê mais informações sobre a referida Operação e dos seus objectivos.

Tive a possibilidade de ler nas redes sociais, onde a mensagem tem fluído, mas gostaria que circulasse principalmente ali naquelas zonas onde as pessoas precisam de legalizar os seus negócios, deixar as áreas de venda limpas e não exercerem qualquer actividade irregular.

Julgo ser necessário que se dê às pessoas a possibilidade de se sentirem seguras quando virem um agente da Polícia Nacional, seja envergando trajes do SIC ou de uma outra força da corporação, porque o que está a ser feito é para o bem comum.

Contrariamente ao que se pode pensar, o bom andamento da Operação Resgate trará ganhos não só em termos de rendimento para o Estado, mas também melhorias em termos de saúde para os próprios angolanos.

Quando vimos as nossas mamãs a venderam carne, peixe e outros produtos alimentares junto de charcos e outros sítios imundos, apenas chego à seguinte conclusão: “Deus ama os angolanos. Só assim se percebe que muitos se alimentam daqueles bens e nada lhes acontece’. Monteiro Silvino Mártires do Kifangondo

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