Políticos europeus pedem novas sanções contra a Rússia por impasse com Ucrânia

Importantes políticos da Alemanha, Áustria, Polónia e Estónia levantaram, nesta Terça-feira, a possibilidade da União Europeia impôr novas sanções contra a Rússia para penalizar o país por capturar três embarcações ucranianas, num incidente que fez o Ocidente temer o início de conflitos maiores.

Os mercados financeiros reagiram à perspectiva de novas sanções do Ocidente que podem prejudicar a economia russa, embora o rublo tenha recuperado nesta Terça-feira algumas perdas sofridas no dia anterior, uma vez que investidores acreditam que qualquer nova sanção não será implementada rapidamente. Depois que a Rússia alvejou e capturou três embarcações ucranianas no Domingo, perto da Crimeia, região anexada por Moscovo, tanto a Rússia quanto a Ucrânia estão tentando responsabilizar o outro lado.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse à chanceler alemã, Angela Merkel, por telefone na Segunda-feira, que Moscovo está disposto a fornecer mais detalhes para comprovar a sua versão dos factos. A Rússia disse que a Ucrânia a provocou deliberadamente para desencadear uma crise. A Ucrânia, que na noite de Segunda- feira decretou a lei marcial por 30 dias em partes do país que considera mais vulneráveis a um ataque russo, disse que os seus navios não fizeram nada de errado e pediu que o Ocidente imponha novas sanções contra Moscovo.

Alguns dos mais de 20 tripulantes das embarcações ucranianas detidos por Moscovo por adentrar águas russas apareceram na televisão estatal da Rússia nesta Terça- feira admitindo ter participado de uma provocação planejada. Kiev denunciou o que descreveu como confissões forçadas. Os tripulantes ucranianos deveriam comparecer a um tribunal russo ainda nesta Terça-feira. As suas embarcações foram capturadas por forças russas perto do Estreito de Kerch, que é a única saída para o Mar de Azov e controla o acesso a importantes portos da Ucrânia.