Basquetebol angolano em busca de identidade

Apesar de dominar a modalidade a nível de clubes, o basquetebol angolano (selecção sénior masculina) tarda a reencontrar-se depois de ter perdido o africano de Abdjan – Costa do Marfim, em 2015. Formação precisa-se

Cada um aponta um problema para justificar a perda de domínio do basquetebol nacional nas lides africanas, onde surgiram novos campeões destronando Angola. É na geração de Leonel Paulo, Mingas, Carlos Morais, …. Que se deposita agora esperanças para que o país esteja na alta roda da bola ao cesto. No entanto, trata-se de uma geração cuja media de idade ronda os 28/30 anos, facto que obriga a pensar-se no futuro com maior ambição e desejo de vencer.

O certo é que o cinco nacional está em busca de identidade e da hegemonia, prova disso é que preciso da “Quinta Janela” de qualificação para assegurar confirmar presença no mundial. Além dos tradicionais adversários (Egipto, Argélia, Tunísia, Senegal e Mali), Camarões, Congo Democrático, Costa do Marfim e outros também já “ousam” ombrear com a selecção de Angola, nas competições continentais. Em função do actual quadro da modalidade, há unanimidade que o país deixou de apostar na base de forma massiva. E quando esta aposta aconteceu, com a massificação do basquetebol nas províncias da Huíla, Benguela, Bié e Huambo, com realce para o projecto liderado por Albino de Figueiredo, ou simplesmente “Bi – Figueiredo, os resultados surgiram, consubstanciados nas conquistas de campeonatos a nível do continente, com as diversas selecções masculinas.

A “importação” de estrangeiros para representarem os clubes nacionais é visto, por alguns críticos, como um dos factores que contribui para os resultados menos com seguidos da selecção nacional sénior masculina. Referem também que a formação começou a dar frutos muito cedo. Do projecto liderado por Bi- Figueiredo, João Pinto, Nataniel Domingos, foram alguns integrantes da selecção que disputou o 2º Jogos de África Central, disputado em Luanda, de 20 de Agosto a 03 de Setembro de 1981. O processo de formação não esteve focado apenas no centro sul do país. Luanda também teve a sua quota-parte. A Ert (escalão de formação), o Grupo Desportivo da Nocal (formação e alta competição), os Dinamos de Angola, o Vila Clotilde, e mais tarde o Atlético Sport Aviação (ASA) contribuíram para a evolução da modalidade no país na década de 80/90 do século XX. Nomes como David Dias, José Carlos Guimarães, Nelson Futuro “Sardinha”, Honorato Troço, Gustavo Conceição, Jean Jaques da Conceição e tantos outros foram referências, conquistaram troféus dentro e fora das nossas fronteiras, em clubes da Europa.

Os irmãos Vitorianos, Ângelo, Puna e Edmar “Baduna”, Cristão Swingui, Jacinto Olin “Jabila”, Belarmino Tchipongue, Carlos Almeida, Walter Costa, Miguel Pontes Lutonda “o general”, um dos maiores vultos do seu tempo, Joaquim Gomes Kikas foram as referências da década de 90 do século XX, cujo processo formativo passou pela Nocal, Dinamos, Vila Clotilde tantos outros clubes do país. Em busca na honra, Angola vê agora na “Quinta Janela” de qualificação ao mundial da China a oportunidade de estar nos grandes palcos mundiais da modalidade, depois de ter falhado os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – Brasil, disputado em 2016. A nível interno (continental), Angola perdeu o pódio, em 2015, na Costa do Marfim, para a Nigéria. Antes, em 2011, perdera para a Tunísia, quebrando assim o ciclo vitorioso iniciado em 1989, com curta interrupção em 1997, ano em que o Senegal conquistou o troféu mais valioso de África em Basquetebol.

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