Carta do leitor: Morte de crianças nas bacias de retenção das centralidades

Cordiais saudações, Excelentíssimo Senhor Director do Jornal OPAÍS, queira aceitar as nossas sinceras felicitações pelo 10º Aniversário deste órgão de comunicação social que já se transformou num património de todos os angolanos.

POR:Manuel Bernardo
Luanda

Apesar de já alguns dias que não vejo o vosso jornal na rua, tenho-o recebido diariamente nos diversos grupos da rede social Whatsapp a que pertenço, pelo que me sinto conformável a escrever essa carta para manifestar uma preocupação que aflige os moradores das centralidades cientes de que chegará aquém de direito. Sou um dos moradores desta cidade que vive diariamente apavorado com a possibilidade de um dos meus filhos ir brincar, nesta época de férias, numa das bacias de retenção das águas fluviais ou lagoas aqui existentes. Há menos de duas semanas fomos surpreendidos com a informação de que uma das crianças, que residem na urbanização KK5000, morreu afogada numa dessas bacias de retenção que até então era desconhecida pela maioria dos moradores. O mesmo terror vivem os habitantes da Urbanização do Sequele. Portanto, estamos diante de um problema que carece de intervenção imediata para evitar que mais crianças morram afogadas nestas bacias. A solução está à vista de todos. A título de exemplo, o então governador provincial de Luanda, Higino Carneiro, que ordenou a instalação de uma rede de cobertura na bacia de retenção do Coelho, em Viana, para evitar situações do género e os resultados são positivos. No nosso ponto de vista, não é preciso os moradores desta centralidade e da urbanização do KK5000 sairem à rua em manifestação, em defesa da protecção dos nossos filhos, para que o Governo Provincial de Luanda faça alguma coisa para impedir que tais situações voltem a acontecer. Protejam as nossas crianças!