Ministros da Cultura da CEEAC querem livre circulação de artistas

Os ministros da Cultura da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) recomendaram neste Sábado, em Brazzaville (Congo), a reintegração das políticas culturais nacionais e a produção de políticas públicas que promovam a economia da cultura, a livre circulação de artistas, agentes e bens culturais

Reunidos no seu primeiro Conselho de Ministros da Cultura da CEEAC, os governantes da região central da África apontam que tal pressuposto contribuirá para o desenvolvimento de um mercado cultural comum. Angola, que assume a vicepresidência do Bureau receberá, em 2019, a Feira Itinerante para as Indústrias Culturais e Criativas. Angola está representada no evento por uma delegação chefiada pela ministra Carolina Cerqueira.

A agenda deste Sábado, último dia do conselho, incluiu a avaliação da Estratégia Sub-regional para o Desenvolvimento e a Promoção da Cultura na África Central.

A reunião definirá ainda o plano de acção para os anos de 2019 e 2020, com base nos seis eixos principais da estratégia sub-regional.

O primeiro conselho de Ministros da Cultura da CEEAC pretende também engajar os estados membros em actividades regionais de forma a promover uma verdadeira rede para o desenvolvimento e a promoção da cultura na região.

Durante a reunião, sublinhou- se também a importância de valorizar e salvaguardar o rico património cultural e histórico da região, que conta apenas com um sítio nomeado Património Mundial, a Cidade de Mbanza Kongo, em Angola.

O encontro, que decorre sob o lema desenvolvimento e promoção da Cultura na África Central, tem como foco as políticas culturais da região e a promoção das indústrias culturais e criativas, com vista à integração social, à promoção da economia da cultura e à criação de

estruturas regionais de promoção do sector cultural. Importa salientar que a CEEAC tornou-se operacional em 1985 e os seus objectivos são os de promover a cooperação e o desenvolvimento auto-sustentável, com particular ênfase na estabilidade económica e melhoria da qualidade de vida.

Os onze países integrantes são Angola, Burundi, Camarões, Congo, Chade, República Centro- Africana, Gabão, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo e Guiné Equatorial.

Essa organização inclui, na sua política, um plano de doze anos para eliminar impostos de alfândegas entre os Estados membros e estabelecer uma pauta externa comum; consolidar o livre movimento de bens, serviços e pessoas; melhorar a indústria, o transporte e as comunicações; a união dos bancos comerciais e a criação de um fundo de desenvolvimento.