Editorial: A Idade que vem

Este país não é para velhos, definitivamente. E não apenas por ter uma população esmagadoramente jovem, mas sobretudo por não ensinar a juventude e as instituições a respeitar os velhos. Ontem ouviu-se o apelo de Paula Martins, directora do Lar do Idoso de Saurimo, que não tem nem fisioterapeuta, nem nutricionistas e muito menos psicólogo. O apoio psicológico é confundido com o conforto espiritual levado por algumas igrejas. Nem as universidade têm nos lares de idosos espaço para o estágio dos seus formandos. O que esquecem as pessoas é que esta grande massa jovem de hoje será em breve uma grande massa de velhos, e as instituições de apoio aos idosos, como se sabe, estão num estádio de perfeito abandono.