Adolesceste luta pela vida após agressão na via pública

António Pascoal Shucúlia, de 14 anos, residente na província do Huambo, encontra-se em coma depois de ter sido brutalmente espancado na via pública, no dia 12 de Novembro, por cerca de 10 indivíduos, dos quais, dois foram localizados pela família e entregues às forças policiais

O adolescente passeava com o seu irmão, de 16 anos de idade, quando foram abordados pelos prevaricadores, por volta das 19 horas, que os agrediram por motivos que os familiares dizem desconhecer. Maria Amélia Alice, a mãe da vítima, declarou a OPAÍS que uma equipa de efectivos dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros encontrou o seu filho desacordado na rua Vicente Ferreira, zona da cidade Baixa, e o levaram ao Hospital Central do Huambo, onde ainda permanecia até ao fecho da presente edição.Assim que tomaram conhecimento da ocorrência, os familiares das vítimas vaguearam pelas ruas da cidade à procura dos agressores com o adolescente que testemunhou a ocorrência.

Ontem, António Shucúlia com pletou o 26º dia desacordado, para o desespero de Maria Alice que, aos 42 anos, vive um dos momentos mais difíceis da sua vida. Contou que desde que o seu filho, que é gémeo, deu entrada na unidade hospitalar, registou-se poucos sinais de melhorais, uma vez que apenas se alterou a tonalidade da cor da pele e reduziram os hematomas. De resto, o quadro clínico continua na mesma. Os resultados dos exames realizados apontam que o paciente sofreu um trauma crânio encefálico moderado grave, razão pela qual encontra-se em coma. No momento em que prestava declarações a este jornal, por telefone, Maria Alice encontrava-se na unidade hospitalar, inconformada com a forma como as autoridades policiais estão a conduzir as investigações deste caso.

Disse que durante a ronda que efectuaram pelo bairro, em companhia dos seus familiares, à procura dos supostos agressores conseguiram localizar dois deles e entregaram-nos às autoridades policiais.No entanto, no dia seguinte foi contactada pelos familiares dos agressores que prometeram acompanhar o menino, todavia, perdeu o “rasto” deles, assim como dos acusados, que acabaram sendo soltos. Essa situação está a inquietar Maria Alice, que anseia que as pessoas que agrediram o seu filho sejam responsabilizadas. “Quando ocorreu a agressão, o meu filho havia começado a fazer os exames finais e, até ao momento não sei em que pé vai ficar a escola”, lamentou Maria Alice.