Parques nacionais contribuem para desenvolvimento socioeconómico do país

As áreas de conservação providenciam bens e serviços ecos -sistémicos determinantes para a saúde pública e o desenvolvimento socioeconómico do país.

Afirmou o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, na abertura da Conferência Internacional de Reservas e Parques que decorreu ontem em Luanda.O responsável que falou em representação do Presidente da Republica, Jõao Lourenço, avançou que o país aprovou uma nova Lei de Investimento Privado, com vários incentivos ao investimento estrangeiro, a fim de se captar finanças e elevar o perfil das áreas de conservação e de desenvolvimento.

O ministro considera a conservação da biodiversidade uma enorme fonte de emprego, de benefícios sociais e económicos, de desenvolvimento do ecoturismo e do acesso a plantas medicinais.Para o governante, nestas áreas são conservados os recursos genéticos, a fauna selvagem e os valores culturais, que, em conjunto, constituem um grande atractivo aos visitantes provenientes de várias partes do mundo.

Explicou que Angola está a criar condições, para que os investidores nacionais e estrangeiros se sintam seguros, factor fundamental para o investimento, crescimento e prosperidade das nações.Angola está determinada a trabalhar com os demais países no controlo do comércio internacional das espécies de flora e fauna e a continuar a incrementar a colaboração com os estados da região, no desenvolvimento das áreas de conservação transfronteiriças, como os casos do Iona, da Costa dos Esqueletos, do KAZA e da área do Maiombe.

Para o efeito, o Executivo está a trabalhar no sentido de aumentar os incentivos ao investimento nas áreas de conservação, por serem locais onde vive a maior parte das comunidades rurais do país, que carecem de integração sócio-económica, sem desrespeitar as suas tradições ou culturas.O investimento estrangeiro em áreas ecológicas, de acordo com Manuel Nunes Júnior, contribui para o reforço da diversificação da económica nacional, através do efeito multiplicador da economia da biodiversidade em sectores como agricultura, comércio, serviços e construção civil no meio rural.